Tragédia à vista - Ponte amarela em Viana pode matar 1000 pessoas em caso de desabamento
Há quase um mês que a administração municipal de Viana veio a público assegurar que a ponte amarela, situada na Vila de Viana, município com o mesmo nome, estaria encerrada, num período de 60 dias, no intuito de ser reabilitada devido aos tremores que tem registado e, assim, evitar que cerca de mil transeuntes que aí fazem travessia em cada período do dia, percam as vidas em caso de desabamento. O que parecia emergência ficou em banho-maria: as obras não arrancam e o risco está sempre à espreita.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com um comunicado da referida instituição, as obras de restauração da ponte estariam sob tutela de uma empresa chinesa, conhecida por "CHINA HYWAY", e teriam início entre os dias 24 de Maio e 24 de Julho do ano em curso. Afinal, a ponte só representava perigo.
O mesmo comunicado apelava também à sensibilidade dos automobilistas da EN-230 a terem cautela na condução, devido a uma abertura que se faria junto a estrada para facilitar os populares a atravessarem enquanto as obras durariam.
Diante dessa situação, este Jornal deslocou-se até à ponte amarela onde, surpreendentemente, as obras nunca iniciaram muito menos a ponte foi encerrada, a fim de se evitar uma tragédia em caso de desabamento da pedonal.
São vários transeuntes, dentre zungueiras, estudantes, funcionários públicos e até agentes da polícia que por aí ficam para honrarem com a sua dinâmica diária.
Joana Pincel, vendedora de produtos para matar ratos, reconheceu que comercializar sobre aquela pedonal é uma opção de risco, mas assegura que não tem opção.
"Sei que aqui é risco, a qualquer momento isso pode cair, mas não tenho escolha, é daqui que sai o pão do meu filho", assumiu.
Júlio, estudante de enfermagem, disse que tem sido um acto de apertar o coração sempre que sai da escola com os colegas e passar pela pedonal. "Eu e os meus colegas, sempre que chegamos aqui para subir a ponte, sentimos um frio na barriga, principalmente quando os fiscais estiverem a correr atrás das zungueiras", frisou.
A equipa de reportagem deste jornal fez a travessia de um lado para outro da Avenida Deolinda Rodrigues, passando pela pedonal, e verificou o quanto os movimentos que faz são aterrorizantes.
O risco é cada vez maior, daí que o apelo vai ao Governo Provincial de Luanda e à própria administração municipal de Viana sobre a urgência na manutenção da pedonal para se evitar que muita gente morra.







