Cazenga - Prostituição e drogas preocupam moradores do bairro da Cuca com a polícia a tirar proveito
Cresce o índice de prostituição e consumo de drogas no bairro da Cuca, propriamente na paragem da Igreja e da Escola do II cíclo Metodista, onde tudo acontece com os lucros do consumo de drogas a serem repartidos com a polícia.
Por: Natália Henriques (Estagiária)
Segundo o segurança da Igreja e da escola do II Ciclo Metodista, Adão Faria, "a polícia quando prende os jovens apossa-se de todos seus pertences e dá simplesmente 500 Kwanzas às raparigas para apanharem táxi. Já para a devolução dos seus pertences dos jovens, a polícia cobra 10 mil Kwanzas, situação recorrente e que deixa a comunidade apoquentada.
O segurança disse ainda que jovens do sexo masculino afluem em peso na rua em referência, sendo que muitos deles se envolvem na prática de sexo em grupo.
Na busca de mais informações, este Jornal fez uma ronda no local e interpelou o segurança da loja "Djei kante.Lda Comércio geral", sem sucesso, mas, no terreno, soube-se que o mesmo tem cedido o seu gabinete aos jovens por 200 Kwanzas.
"As Meninas tratam-no padrinho", disse um jovem que frequenta o local, segundo o qual pagam não menos que 1000 Kwanzas por cada sessão.
Uma prostituta, que pediu anonimato, assegurou que a sessão sexual não pode demorar tanto porque, ou o guarda exige que se aumente mais 200 Kwanzas, ou, então, elas exigem aos jovens mais dinheiro. "Ou aumenta, ou desiste; para mim é assim; se não aumentar eu chamo o meu grupo e batemos no cliente", frisou.
A Nossa equipe de reportagem ouviu, na ausência do comandante da esquadra do bairro Hoji-Ya-Henda, o efectivo da polícia, Joaquim Dias, que reconheceu que o índice de prostituição é elevado. Revelou, no entanto, que a polícia tem conhecimento do fenómeno e está a trabalhar para erradicar o consumo de drogas na urbe.







