População manifesta-se por falta de energia e água potável nos bairros Eiva e Mutundo no Lubango
Moradores dos bairros Eiva e Mutundo voltaram a marchar pela quinta vez, devido à falta de energia eléctrica e água potável. O governador da Huíla, solicitado várias vezes, ignora o assunto.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
A sociedade Civil em colaboração com as comissões dos bairros da Eiva e Mutundo, realizaram pela quinta vez, uma marcha, neste sábado, 13 de Julho, no jardim da Sé Catedral, no Lubango, para mostrar o seu descontentamento sobre a insuficiência de energia eléctrica e água potável.
De acordo com Manual Tchissingui, membro do grupo de manifestantes, a situação já é do conhecimento do executivo local e central, infelizmente até agora nada se fez para livrá-los desse sofrimento.
Manuel Tchissingui recordou que durante este período já tiveram encontros com o governador da Huíla, Nuno Mahapi, para que se pudesse fazer alguma coisa, "que colocasse energia e água, mas infelizmente não tem feito mais nada para além de promessas, entendemos que estamos a ser ignorados pelo titular da província".
O cidadão afirma que, para além das dificuldades que enfrentam diariamente nos dois bairros, "também temos sido humilhados por alguns dirigentes quando exigimos nossos direitos".
Insatisfeitos desta humilhação, "decidiu-se marchar no sentido de exigir que se possa respeitar os angolanos, de forma a responder às necessidades do povo que estão a dirigir", referiu.
Numa zona adjacente à escola 1.828, habitada por mais de 80 famílias, Tchissingui diz mesmo que a ENDE só electrificou 25 residências, causando insatisfação aos demais.
"Quando damos entrada de um documento na direcção da ENDE, dois dias depois eles aparecem no bairro, electrificam duas casas e regressam, só voltam de novo assim que tomam conhecimento de outra marcha", reclamou.
"Não há água potável para consumo humano", disse, avançando que a população é obrigada a acarretar água do rio Caculuvale, em más condições, água inapropriada para consumo, outra parte dos moradores tiram água dos poços para saciar a sede, assim como confecionar a alimentação, entre outras necessidades.
Situação idêntica vive-se no bairro do Mutundo.
Manuel Tchissingui descreveu que se o governo local não contemplar a electrificação em toda extensão dos dois bairros, "não vamos parar de realizar manifestações por falta destes bens".
Outra questão, segundo Manuel Tchissingui, tem a ver com a ponte inaugurada em 2019 que dá acesso aos bairros Mutundo e Eiva, que tem criado sérios problemas, sobretudo acidentes, devido à falta de iluminação na área.







