Grito de socorro no Bengo - Agricultores dizem estar a sofrer ameaças de morte por serem de outras regiões do país
Mais de 500 camponeses que se dedicam à agricultura na zona Icau, bairro Kilamba, município do Dande, província do Bengo, manifestam preocupação com o facto dos marginais, gente mal-intencionada, estarem a usar armas de fogo do tipo calçadeira para intimidá-los, ameaçando-os de morte para aproveitarem roubar os produtos por eles produzidos, pelo que; clamam por um destacamento policial naquela zona.
Por: Kihunga Bessa
Em declarações a este Jornal, Avelino Jamba, Margarida Sebastião e Mateus Manuel que cultivam na zona há mais de três anos, explicam que a situação tem sido recorrente.
Sempre que chega a época da colheita dos produtos, os marginais surgem instalando clima de insegurança.
"Sempre que pretendemos colher os mantimentos, somos obrigados a constituir grupos porque eles andam com armas e instalam -se nos campos cultivados a impedir que os donos façam a colheita”, denunciaram.
Com esta situação, os agricultores prevêem dias de extrema fome, sendo por isso que não cessam de pedir ajuda das autoridades.
Além do que passam, outra situação preocupante é o incentivo ao tribalismo na região, onde os natos do Bengo utilizam constantemente palavras pejorativas que instigam o tribalismo.
Os queixosos acusam o coordenador da zona de compactuar sempre com os seus conterrâneos, no que o tribalismo diz respeito.
"Somos chamados sulanos e que não podemos reclamar. Quando apanhamos um gatuno que seja natural do Bengo, o coordenador não faz nada, mas se for um da região sul, é agredido severamente", revelaram.
Gomes Paulo Gabriel conta que devido às ocorrências ai registadas, as igrejas locais foram obrigadas a reunirem-se e formar um grupo denominado "voz das igrejas" para solicitar ajuda das autoridades municipais no sentido de tomar a peito a situação, construindo uma esquadra policial.







