Um sério problema de saúde pública: Angola registou mais de oito mil casos de hepatite em três anos
Embora pouco ou quase nada se sobre este grupo de doenças, Angola registou mais de oito mil casos de hepatites virais, com maior incidência para a hepatite do tipo B. Instituto Nacional de Luta Contra a Sida garante ser "um sério problema de saúde pública".
Por: Telson Mateus
Segundo o director-geral adjunto do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida (INLS), José Carlos Van-Dúnem, os casos num total de 8.462, foram registados no País de 2021 até Maio do ano em curso.
Ao falar em Luanda, a propósito do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, que se assinalou a 28 de Julho, o também especialista em Saúde Pública explicou que o total de casos da doença que Angola regista representa entre oito e 10% da população e não espelham a real situação do País em relação à doença, situação que pode, até certo ponto, ser bastante assustador na medida em que não se tomam as providências necessárias para o seu efectivo combate.
“Os números podem ser muito mais do que isso”, sublinhou, acrescentando que o INLS só saberá a verdadeira prevalência das hepatites virais quando forem publicados os resultados do último Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde 2023-2024, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que, ao que tudo indica, continua no “segredo dos deuses”, onde nem mesmo os órgãos que trabalham na área e devem prestar o apoio necessários aos doentes estão aquém dos referidos números.
Segundo o director-geral adjunto do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida, o facto de o País ter oito a 10% por cento da população infectada pelas hepatites virais, principalmente para a do tipo B.
“Constitui um sério problema de saúde pública que deve ser resolvido por todos, de forma a proteger a geração vindoura, porque esta patologia, quando não tratada, evolui para cancro do fígado”, reforçou o especialista.
José Carlos Van-Dúnem informou que o INLS está a realizar um trabalho de rastreio e a convencer as pessoas a testarem e, caso dê positivo, são submetidas a tratamentos e seguimentos contínuos. Por isso, realçou, foi criado em 2019, um protocolo de seguimento ao paciente revisto em 2023 e que está a ser implementado a nível do País.







