Chefe de Banco de Urgência do Hospital da Capalanga acusado de assediar estagiária de 20 anos
Euclides Adolfo, Chefe do Banco de Urgência do Hospital do Capalanga está a ser acusado de apalpar as partes íntimas de uma enfermeira estagiária, de 20 anos e, agora, arrisca-se a um processo disciplinar.
Por: Solange Figueira
De acordo com os funcionários, tudo aconteceu na última semana, quando a jovem foi abordada pelo Chefe do Banco de Urgência conhecido por Euclides Adolfo, que a acariciou nas partes íntimas, com o foco nos órgãos genitais sem, no entanto, haver penetração.
Agostinho, um dos funcionários do hospital, conta que a instituição recebe várias estagiárias de toda parte de Luanda e de todas as escolas de enfermagem. ”O Doutor Euclides gosta muito de ficar em conversas íntimas com as estagiárias; a quem presta toda a atenção, enquanto para a com classe masculina era bastante rude", acusou, sublinhando que desde que o caso veio a público, nunca mais apareceu no hospital, "talvez por vergonha".
Hoje, disse Agostinho, os funcionários estão envergonhados pelo comportamento menos digno do seu colega, pois, na óptica dele, mancha a instituição.
Êneas Chiquita, directora administrativa do hospital do Capalanga, disse que a unidade hospitalar tomou conhecimento porque a estagiária fez uma carta a relatar o que havia se passado. "Nós tivemos também um encontro com os membros da família desta estagiária", disse, referindo todas as pessoas envolvidas devem ser ouvidas, sobretudo por ter uma envolvente criminal.
"Pedimos ao colega que fale a fim de ouvirmos a sua versão para que a equipa jurídica e comissão instalada avaliem o processo, informou, acrescentando que o hospital tomou conhecimento de uma notificação da família contra o acusado, dirigida à polícia.
A responsável pelos Recursos Humanos adiantou que por ser funcionário, a instituição aplicaria um processo disciplinar ao seu funcionário, pelo facto de a estagiária informar que não se tratou de abuso, sexual, mas sim de uma tentativa de abuso.
"Eu acredito que se fosse abusada sexualmente, ela não teria motivos para mentir, foi assim que ela falou na oralidade ou na escrita por isso não houve necessidade de fazer exames", aclarou, salientando que o que se sabe das testemunhas é que a conversa foi mantida no Banco de Urgência, e o que viram não está relacionado com abuso.
"A menina veio estagiar mal vestida e não lhe foi permitido entrar, e como há regulamentos internos, se socorreu a eles, retendo o passe e notificar a escola que a mandou aqui para estagiar", precisou.
Adiantou ainda que aquilo que ficou evidente, para o pessoal, é que quem repreende os estagiários é a comissão de enfermagem, foi neste trajecto que aconteceu a conversa dela com o Doutor. "Por isso, não aplicamos a medida de expulsão, porque não há motivos; com conversa e com acompanhamento conseguimos ultrapassar," disse, garantindo que o acusado continua a trabalhar, enquanto aguarda pelo resultado do processo instaurado.
Advogado: acusações são infundadas
Edilson Leonardo, advogado de Euclides Afonso, foi peremptório em afirmar que as acusações que pesam sobre o seu cliente são infundadas e de má-fé. "O que aconteceu, na realidade, é que na sexta-feira passada, a estagiária apresentou-se no hospital com o intuito de trabalhar, mas trajou-se com roupas muito curtas, por isso, foi-lhe retido o cartão e ficou nas mãos do enfermeiro Euclides", narrou, precisando que, como já era tarde, ele foi para outro lado do hospital e a estagiária seguiu-lhe aos prantos.
O enfermeiro, segundo o seu advogado, foi trocar de roupa, mas ela seguiu-o, e quando ele já estava sair devolveu o cartão, tendo a orientado voltar na segunda-feira acompanhada por um representante legal da escola. No entanto, ela não recebeu bem esta informação, e ficou revoltada", informou, referindo que já em casa, o enfermeiro foi recebendo ligações e a intimação do hospital donde constava a declaração da mesma com afirmação de que foi assediada sexualmente.
"Fomos à polícia para que se pudesse entender o que se passava, e aguardamos para não tiramos conclusões erradas, mas devo já dizer que a estagiária está a agir de má-fé, está a mentir e da-nos a entender que ela premeditou este acontecimento; o meu cliente reitera que tal acto de que é acusado não aconteceu", asseverou.







