SIC-Luanda garante que criminalidade no mercado pesqueiro Avó Mabundas tem dias contados
O Porta-voz em exercício do Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Luanda, Inspector Emanuel Capita, assegurou, na manhã desta segunda-feira, 19, que aquele órgão tudo fará para dar maior tranquilidade e segurança aos utentes que se fazem ao mercado pesqueiro Avó Mabundas, situado no Distrito da Samba, município de Luanda que, muitas vezes, têm sidos visados pelos marginais.
Por: Cambundo Caholua
As declarações foram feitas aquando da 1.ª edição da mesa circular “Nosso Mercado, Nossa Dignidade”, sob o tema "O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES DA ORDEM E SEGURANÇA NO INTERIOR DO MERCADO", realizada no interior do famoso Mercado das Mabundas, onde, para além daquele oficial de Investigação Criminal, o acto contou também com a presença da Administradora Distrital da Samba, Maria Luísa Pedreira, representes da Polícia Nacional e da Polícia Fiscal e Aduaneira.
Durante o seu discurso, Emanuel Capita assinalou que deve existir a cultura de denúncia por parte dos comerciantes para servir como factor de ligação entre o órgão que representa a população aí onde ocorrem os actos criminais, no sentido de verem os crimes resolvidos.
"Os marginais se fazem valer pela ocasião, por isso, apelo aos comerciantes e a quem regularmente se faz ao mercado, no sentido de fazer alguma compra, a evitar exibir somas avultadas de valores monetários, bem como a prestar bastante atenção aos carregadores de carga vulgo 'roboteiros ou escamadores' e outros. Ao se verem lesados por uma acção criminal, não hesitem em acorrer aos nossos piquetes no sentido de abrir a devida participação criminal", apelou.
Dentre várias situações delituosas, no mercado das Mabundas, destacam-se os furtos de mercadorias e valores monetários, sendo as vítimas os utentes que se fazem ao mercado e os próprios comerciantes.
Recentemente, uma vendedeira de peixe que ao ir comprar o negócio, foi-lhe roubado todo o valor num total de 90 mil Kwanzas, tendo ainda sido empurrada na orla marítima, são devido esses casos que aqueles vendedores pedem o socorro dos órgãos policiais para fazerem um patrulhamento sem cessar.
A jovem Maria, vendedeira do mercado das Mabundas, disse ao Na Mira do Crime que da oportunidade que tiveram de flagrar dois marginais e, de seguida, os levaram à esquadra móvel, que está situada no junto ao mercado, não houve colaboração da polícia. "Certo dia, agarramos dois gatunos, levamo-los à esquadra móvel, próximo do mercado, mas chegando lá nos disseram que não tinham viatura; pelo que tivemos de andar a pé até à esquadra da Samba, onde conseguimos deixar os tais gatunos”, relatou.
Aquele responsável de Investigação Criminal, num discurso bastante aplaudido pelos presentes, deixou várias recomendações e garantiu aos comerciantes e utentes, no geral, daquele que é considerado o maior mercado de venda de peixe em todo o país, que o SIC-Luanda em conjunto com os outros órgãos de polícia, estarão mais atentos à criminalidade que tem se registado em grande escala naquele local.







