Paralisação das obras da Escola 4009 em Cacuaco pode condicionar o regresso às aulas
Os encarregados de educação dos alunos da Escola do Ensino Primário N° 4009 (em obras), localizada no bairro da Cerâmica, em Cacuaco, exigem a finalização da empreitada o mais rápido possível pelo facto de estar a condicionar o regresso às aulas.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A escola está a ser reabilitada por conta do mau estado em que se encontrava, tendo os alunos sido transferidos para uma escola particular. Para os pais, a maior preocupação é o estado avançado de degradação em que se encontram as estruturas da instituição para onde foram transferidos os alunos.
"Os meninos estão a correr perigo, as paredes estão rachadas, as escadas não têm corrimão, as casas de banho não têm o mínimo de condições, para não falar da falta de carteiras, sendo que a maioria se senta no chão", disse o senhor Miguel, morador da rua da pracinha.
Os encarregados de educação temem que, a qualquer momento, um grave incidente possa ocorrer, pondo em risco a vida dos memores.
Lúcio, morador do sector 08, revelou que está a viver momentos de aflição, enquanto a filha se encontra na escola. "Mais um ano terei que aguentar com a preocupação de ter a menina a estudar naquela escola, que é um autêntico perigo para as crianças, numa altura em que as obras da escola que nos prometeram foram abandonadas, e os marginais já estão de olho para roubarem o material de construção", alertou.
Uma fonte ligada à comissão de moradores do referido bairro garantiu que a reabilitação da escola teve início em Agosto de 2022, tendo mais tarde sido abandonada. "A obra tinha como prazo sete meses para sua execução, comportando sete salas de aulas, com um orçamento de 398 milhões de Kwanzas", disse.
A direcção da escola reconhece o perigo das crianças em frequentarem as aulas em condições difíceis e apelou as autoridades a resolverem a situação o mais breve possível. "Temos carteiras novas, mas não podemos as colocar na escola para onde foram transferidos os alunos, porque não há segurança, tendo em conta que as que estavam lá já foram roubadas.







