Em atraso há um ano - Ministério da Economia e Planeamento não paga salários aos agentes municipais de apoio ao produtor na Huíla
Agentes Municipais de Apoio ao Produtor (AMAP), na província da Huíla, estão há mais de um ano sem salários e pedem que sejam enquadrados no Ministério da Economia e Planeamento, de formas a minimizar a situação.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Sob anonimato ao Na Mira do Crime explicam que, desde o ano passado, trabalham sem remuneração e o Ministério da Economia e Planeamento nada diz sobre o assunto. "Estamos a pedir ao titular da pasta, ministro da Economia e Planeamento, José de Lima Massano, que resolva os problemas dos agentes de apoio ao produtor", invocam.
Afirmam que têm conhecimento por intermédio do seu grupo no WhatsApp de que os outros colegas em Luanda já foram chamados e enquadrados na função pública, através dos concursos que decorreram nas Administrações Municipais, "mas nós, na província da Huíla, nunca recebemos nenhuma explicação".
Os referidos agentes revelam que, desde a entrada do actual ministro, José de Lima Massano, as coisas complicaram-se. "Agentes de Luanda são os únicos que trabalham neste processo? Nós também damos o nosso máximo, infelizmente não somos reconhecidos", lamentam, apelando por mais empatia por parte dos governantes, uma vez que a vida está cada vez mais difícil, apesar do árduo trabalho que os agentes têm feito em prol do desenvolvimento da província e, consequentemente, do país.
Lembram que participaram de uma reunião por videoconferência com o Ministério da Economia e Planeamento, em que lhes foi prometido que seriam pagos os salários em atraso, "mas até agora não houve sucesso".
Segundo os agentes, cada Administração Municipal, em todo o país, dispõe de três agentes, cidadãos que não estão a ser bem aproveitados pelo Ministério da Economia e Planeamento.







