EFCU: Trabalhadores da empresa fabricante de calçados e uniformes militares do Ministério da Defesa estão há sete meses sem salários
Os trabalhadores da Empresa Fabril de Calçados e Uniformes Militares (EFCU), afecta ao Ministério da Defesa e Veteranos da Pátria, situada no Distrito Urbano 11 de Novembro, município do Cazenga, em Luanda, dizem que estão há sete meses sem receber os seus salários.
Por: Cambundo Caholua
"Sete meses sem salários é muito, muitos filhos dos nossos colegas não foram matriculados este ano, devido à falta de dinheiro. Outros trabalhadores já foram expulsos das casas de renda, há outros cujas esposas já foram embora", contou um trabalhador.
Segundo as denúncias a que o Na Mira do Crime teve acesso, para além da falta de salários, os funcionários enfrentam problemas de falta de seguro de saúde, subsídio de transporte, subsídio de férias, bem como outros benefícios, tais como: alimentação e segurança.
"A empresa não dá boa alimentação, nós aqui comemos apenas massa com frango ou arroz com frango, pelo trabalho que nós realizamos deviam ter cuidado com a comida", exigem.
Outro grande problema, segundo os trabalhadores, é que a empresa criada através do Decreto Presidencial n° 148/17, faz descontos regularmente para a Segurança Social.
No entanto, aqueles funcionários desvendaram que quando consultaram ao INSS, não encontraram resultados positivos e dizem que, por esse motivo, os ex-trabalhadores, já reformados, ainda são remunerados como se estivessem no activo.
"Somos descontados todos os meses para o pagamento na Segurança Social, mas quando fomos consultar, encontramos que tem colegas que já estão aqui há mais de 10 anos, mas só têm um mês pago no INSS, outros não encontraram nada", revelou um trabalhador.
"Existem senhores e senhoras que já atingiram à reforma, mas são remunerados como um trabalhador normal, porque não têm a situação da Segurança Social regularizada, é triste o que estamos a passar na empresa", findou, salientando que pediram ao Presidente da República, à Ministra das Finanças e ao Ministro da Defesa que os ajudem a resolver a embrulhada.
O Na Mira do Crime deslocou-se até à empresa EFCU-EP, a fim de ouvir a versão da sua direcção sobre as acusações que pesam sobre si, mas o repórter foi informado pelo recepcionista, não identificado, que nenhum membro de direcção da referida empresa se fazia presente, e que ninguém estava autorizado a dar qualquer declaração que vincule a empresa.







