Censo 2024: Desorganização condiciona arranque da actividade censitária
O censo populacional e habitação 2024, que teria início esta quinta-feira, 19, em todo o país, está repleto de vícios, desde o período da formação de capacitação dos recenciadores aos estoques de equipamentos de trabalho, o que condicionou o seu arranque, na data prevista, em todo país.
Por: Mário Cunha
Nesta altura, os recenciadores e fornecedores envolvidos no processo de estatístico mostram-se desorientados e confusos pela ausência de informação sustentável do arranque o processo censitário.
Em Luanda, por exemplo, esta quinta-feira, não se constatou os serviços dos recenciadores e supervisores nas residências.
Damião Borges fala mesmo em haver discriminação no processo de selecção por parte do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Mesmo assim, os recenciadores foram aconselhados a não se manifestar contra a instituição. Aliás, diz, o nosso interlocutor, no seio deles, estão inseridos indivíduos cuja missão é prestar toda informação sobre a reacção contra as autoridades governamentais.
"No decorrer do período de formação, foi-nos dito que havia agentes infiltrados nas equipas para recolher informações e, se possível, protagonizarem acções perversas que configurem crime e, assim, serem detidos e expulsos”, divisou, salientando que alguns desses infiltrados vandalizariam os bens públicos, motivo suficiente para serem responsabilizados criminalmente.
Alguns recém-formados pelo INE alegam não terem nenhum vínculo contratual de trabalho, muito menos passes, boné, t-shirts e os tablets para o labor censitário.
E quanto ao sofrimento que dizem viver durante o período formativo, alguns recenciadores afirmam que a alimentação, muitas vezes, trazia disenteria e muitos deles levavam consigo medicamentos como bactrim ou cloridrato de loperamida.
"Era uma alimentação estragada", observou um formando.







