Recolher obrigatório no Bhakita Koxi: Moradores da Sapú clamam por intervenção “séria” da polícia
Os moradores do bairro Bhakita Koxi, distrito Urbano da Sapú, município do Kilamba Kiaxi, estão preocupados com o elevado índice de criminalidade e constantes lutas de grupos rivais, situação que tem tirado a paz e tranquilidade dos moradores.
Por: Cambuta Vieira e Leonor Correia (Estagiária)
O grito de socorro vem dos munícipes que residem no bairro acima referenciado. A onda de assaltos em plena via pública à luz do dia e a luta de grupos de marginais rivais que, muitas vezes, também termina em assaltos em cantinas e residências está a perturbar a ordem e tranquilidade públicas.
Pior ainda é quando tais acções terminam em morte.
Fátima, moradora do bairro, conta que as lutas entre grupos de marginais têm sido uma constante.
“Quando eles lutam, aproveitam também para assaltar as cantinas; eles vêm munidos de lâminas, catanas, garrafas e facas. A polícia, às vezes, aparece, prende-os e, em pouco tempo, são postos em liberdade", contou, revelando que eles só são soltos mediante o pagamento de algum dinheiro aos próprios polícias.
Explica ainda que esses grupos, quando se encontram, protagonizam luta de terror, tal como aconteceu na última sexta-feira, dia 20 de Setembro, quando partiram os vidros de mais de 07 carros que se encontravam estacionados na rua do colégio São Jorge, a polícia veio e recolheu apenas 03 indivíduos, que se encontram detidos na esquadra do bairro.
Luciano Cativa exerce a função de segurança e realçou a este jornal que "o bairro anda muito agitado, as pessoas não circulam em condições, os meliantes impõem um recolher obrigatório, somos oprimidos, não circulamos à vontade, a partir das 18 horas".
“Nós temos um vizinho que foi obrigado a mudar de casa por causa do filho que é meliante, depois do mesmo ter partido o braço do seu adversário. Todos os dias a casa era vandalizada”, relata, acrescentando que um outro jovem perdeu os quatro dedos e há relatos de que, um outro, lhe amputaram o braço e recebe tratamento no Hospital Maria Pia".
Os grupos que dominam o bairro estão bem identificados pela Polícia: “Os Trombeta” e “Os Buya” de que fazem parte o “Filho Querido e o Toty”.
Sem ser identificada, a proprietária de uma cantina realçou a constante onda de assaltos que tem ocorrido no bairro e disse que por ser conhecida, os marginais só aparecem para pedir apenas 100 kwanzas, caso não consigam nada nas suas operações.
O que deixa mais triste os moradores, é o facto de a polícia, alegadamente estar a fazer dos meliantes uma das suas fontes de receitas.
Ou seja, quando os detêm pedem apenas 4 mil Kwanzas a cada marginal e poem-nos em liberdade.







