Moradores do Zango e Engevia denunciam quadrilha dedicada à usurpação de terrenos em Viana
Os moradores do Distrito Urbano do Zango e do bairro da Engevia, município de Viana, denunciam a existência de um grupo de indivíduos dedicados à usurpação de terrenos para mais tarde venderem a pessoas que os solicitem.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Segundo uma denúncia a que este Jornal teve acesso, o esquema dos invasores começa com uma campanha de localização de teremos sinalizados ou quintais vedados cujos proprietários passam vários dias sem os visitar.
De seguida, denunciam os moradores, os usurpadores colocam indivíduos a controlarem os terrenos em causa, com promessas de receberem algum dinheiro ou uma parcela de terra em troca.
"Eles criaram uma empresa de segurança privada, identificada por 'VG', constituída por pessoas recrutadas nas províncias de Cabinda, Zaire, Uíge ou da República do Congo Democrático", contaram.
O senhor Manuel, morador do Bairro Mulenvo Sul, rua 2 ( Engevia), denunciou que os implicados abraçam esta prática há vários anos, retalhando terrenos por eles ocupados e, mais tarde, vendem-nos com documentos falsos.
"Conhecemos bem a quadrilha. Neste momento, encontram-se a invadir mais um quintal vedado nesta rua, porque o proprietário nunca mais apareceu", assegurou, salientando o facto de ter sido alertado sobre a ocupação do seu espaço.
Os moradores acreditam que, como sempre acontece, funcionários da administração estão metidos na prática de ocupação anárquica de terrenos.
"Sabemos que eles tentaram subornar o senhor Edson Pereira, chefe da fiscalização do Distrito da Engevia e agentes da polícia local, garantindo-lhes parcelas de terras de 20/20 metros e valores monetários equivalentes a 6 milhões de kwanzas a cada, caso conseguissem os proteger, mas estes negaram as ofertas", revelou.
Segundo a nossa fonte, o proprietário do espaço colocou, nesta quarta-feira, 25, efectivos de uma empresa de segurança para garantir a protecção do quintal, mas acabaram por ser invadidos e agredidos pelos elementos da suposta empresa de segurança dos invasores.
"Eles foram mais de 40 pessoas munidos de catanas e armas de fogo, invadiram o local e depois agredirem os seguranças aí colocados, levaram duas armas de fogo e os meios de comunicação; um dos seguranças quase que morreu no local, graças a ajuda dos moradores que o socorreram para uma unidade hospitalar", observou.







