Quadros séniores do SIC aprimoram técnicas sobre investigação financeira paralela e branqueamento de capitais
Decorre desde as primeiras horas de terça-feira, 24, numa das salas de uma unidade hoteleira de Luanda, o Workshop sobre Investigações Financeiras Paralela e Branqueamento de Capitais, destinada aos Directores Nacionais, Provinciais e Quadros séniores do Serviço de Investigação Criminal, que tem como objectivo o aprimoramento e o reforço da capacidade operacional, no âmbito da prevenção e combate aos crimes financeiros.
Por: Belchior Resende
O evento formativo, é promovido pela UNODC e Pro-React, e termina nesta quinta-feira 26 de Setembro, sendo que o acto de abertura foi prestigiado pelo Secretário de Estado para o Interior, José Paulino Cunha da Silva, em representação do Ministro do Interior, ladeado pelos Magistrados Judiciais, Juiz Conselheiro do Tribunal Supremo, João Pedro Kinkani Fuantoni, Juiz Conselheiro do Tribunal Constitucional João Carlos António Paulino, pelo Director Geral do SIC, Comissário-Chefe António Paulo Bendje e pelo Chefe da Delegação Política da União Europeia em Angola Paulo Barroso Simões.
O Secretário de Estado para o Interior, no seu discurso de abertura, destacou a importância deste magno evento formativo, visto que o mesmo sucede após um grupo de efectivos que compõem a TASKFORCE nacional, ter participado na Belgica em Bruxelas, no encontro de apresentação do relatório do progresso do país no âmbito da prevenção e combate ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa, tendo avançado que é notório o esforço que a comunidade internacional vem desenvolvendo ao longo dos anos, na busca de meios de prevenção e de enfrentamento, a fim de se dar uma resposta eficaz a problemática do branqueamento de capitais e ao agravamento progressivo dos crimes desta natureza conexas a nível internacional.
“No âmbito dos esforços de colaboração com os Estados partes, o nosso País tem beneficiado de várias acções de formação que visam a protecção do sistema financeiro nacional, o reforço da legislação aplicável, assim como a formação contínua daqueles que directa e indirectamente trabalham em prol da erradicação ou a redução destes males que afectam negativamente a economia nacional e internacional, tornando-se imprescindível que as forças policiais acompanhem as novas tendências e revejam oportunamente as estratégias, de modo a estarem de acordo com os critérios internacionais”, ressaltou o governante.
Por seu turno, Paulo Barros Simões, Chefe da Delegação Política da União Europeia em Angola, realçou que, esta edição do workshop sobre Investigações Financeiras e Branqueamento de Capitais para Directores, Chefes de Departamentos e Inspectores do SIC, vem dar continuidade às diversas outras acções neste domínio, desenvolvidas pela ProReact, que visam sobretudo, dotar as instituições competentes em Angola e os seus quadros, de um conjunto de qualificações que permitam entender a essência e os contornos deste fenómeno, para investigar e agir eficazmente na sua prevenção e combate.







