Falta de médicos legistas condiciona o enterro de dois menores vítimas de afogamento no rio Zenza em Cacuaco
Familiares de dois menores de idade, que perderam a vida por afogamento na passada segunda-feira, 23, no rio Zenza, nomeadamente, Balbina Simão, de 13 anos de idade, e o seu primo, identificado apenas por 'Mimiso', de 12 anos de idade, residentes na Kilunda, comuna da Funda, encontram-se constrangidos pelo facto de não conseguirem realizar o funeral dos menores devido a falta de médicos legístas, para realização da autópsia na Morgue do Hospital Municipal de Cacuaco.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os factos narram que, os menores ausentaram-se de casa e foram para lavra em busca de produtos para alimentação. Ao longo do trajecto, decidiram mergulhar no rio, o que terá resultado na morte dos dois membros da mesma família, tal como conta a senhora Anabela, tia das vítimas.
"Uma senhora que passava pelo local avistou os meninos a serem arrastados pela correnteza da água e alertou os mais próximos do rio, mas quando lá chegaram os corpos já haviam sido levados pela força da água", contou.
Minutos depois, disse a nossa entrevistada, a família foi comunicada e, estes, por sua vez, alertaram a administração local, e numa acção conjunta com os bombeiros, desenvolveram o trabalho de buscas ao longo do rio.
" Usaram canóas dos pescadores durante as buscas, mais tarde, foi possível encontrar os corpos já sem vida, entre os arbustos do rio", disse a tia.
A senhora revelou que o longo período de duração do óbito está a criar constrangimentos à família, pelo facto de se encontrar esgotada a logística alimentar.
"Precisamos realizar o funeral, mas até ao momento estamos a espera da autópsia, não há médicos legistas e aconselharam-nos a transladar o corpo para a Morgue Central de Luanda, é muito dinheiro a ser gasto e já não temos como suportar outros gastos", lamentaram.







