Com ajuda do jardineiro - Patroa queima empregada por suspeitar que tenha furtado as suas calças no Talatona
Uma senhora identificada por Cecília Miguel viu a vida por um fio depois da patroa, com ajuda do jardineiro, ter despejado água quente sobre o seu corpo, alegadamente por furtar umas calças, no Distrito Urbano do Benfica, município do Talatona, onde trabalhava.
Por: Leonor Correia(Estagiária)
O episódio deu-se no dia 18, no bairro Honga, Distrito Urbano do Benfica, município do Talatona, onde Cecília trabalhava. Nesse dia, depois de a filha sonhar que a mãe estava a ser agredida, esta recebe um telefonema da patroa a pedir que fosse para casa dela procurar umas calças.
Quando chegou à casa, Cecília disse que a patroa que não precisava procurar porque sabia onde as guardou. Mas quando foi ter ao sítio onde supostamente tinha guardado as calças, encontrou tudo desarrumado e confrontou-se com o sumiço do artigo.
"Você roubou as minhas calças e a minha toca também", acusou a patroa, tendo a empregada solicitado que fossem juntas para sua casa para aferir se as tinha levado. "Eu disse: mamã se está a desconfiar, são 6 horas e 40 minutos, vamos então até à minha casa para procurá-las", frisou.
Quando chegou à casa da empregada, a patroa, ela própria, assumiu a procura, mas sem sucesso. Então, decidiu retirar todas as peças de roupa que tinha ofertado à Cecília.
Não ficou por aí. De seguida, foram novamente à casa da patroa onde esta trancou todos os portões, sob olhar atento de Cecília que, a seguir, perguntou: mamã estás a trancar os portões porquê? Mas ela disse que não era de seu interesse.
O jardineiro foi buscar a cafeteira eléctrica e a colocou por cima do balcão da cozinha. A patroa mandou-o também trazer o pau da vassoura e uma mangueira, objectos com agrediram Cecília. Esta pôs-se aos gritos, pedindo socorro. Foi então a partir daí que a empregada e o jardineiro decidiram partir para medida mais extrema: Seguraram a vítima nos ombros e pretendiam despejar água quente na sua cabeça, mas dada a resistência, despejaram a água quente sobre o peito e abdômen.
"Os vizinhos viram que os gritos eram demasiados, pularam o muro, entraram e me tiraram de lá", narrou".
Na manhã desta sexta-feira, 27, a nossa equipa de reportagem deslocou-se até ao hospital Neves Bendinha, onde a vítima estava a receber assistência médica. Antonieta Guilherme, directora clínica do hospital assegurou que a paciente está bem, apresenta boa junção de acordo com a extensão e a profundidade das lesões.
Cecília contou que ainda recebe ameaças da sua patroa, em liberdade, pedindo que retire a queixa. Além disso, desafia, afirmando que o seu marido é polícia e nada lhe vai acontecer.







