Chineses estão a ‘escravizar’ angolanos na empresa de guardanapos “NEPIA”
Mas de 100 trabalhadores de diversas áreas da empresa NEPIA, industria responsável de produção de Guardanapos e Papel Higiénico, localizada no bairro Tari, município de Icolo e Bengo, província de Luanda, manifestaram a sua insatisfação e denunciam exploração e escravidão a que são submetidos por parte dos patrões de nacionalidade chinesa
Por: Kihunga Bessa
Josefa Alberto, Geremias Sanjongo, e Matula Simão (nomes fictícios) que falaram em exclusivo ao jornal Na Mira do Crime em nome do colectivo, contam que a indústria existe há mais de dois anos naquela zona, e Alberga cerca de 200 trabalhadores, desde nacionais e estrangeiros, divididos em vários sectores, desde produção, construção, electricidade e transportes.
Segundo os funcionários, estão cansados dos maus-tratos a que são submetidos todos os dias, assim como a carga horária, falta de alimentação, falta de segurança no local de trabalho entre outros.
Baptista Mateus, um dos funcionários naquela empresa há um ano e nove meses, conta que têm apenas horas de entrada e trabalham de domingo a domingo.
“Entramos às 6 horas e 30 minutos, e não temos hora certa de largar, não há alimentação, trabalhamos de domingo a domingo, de forma obrigatória e sem repouso, não temos férias, quem reclamar é expulso, e quem não aparecer sofre descontos", denunciou.
Acrescentam que, não têm contratos, sendo que recebem os subsídios em mãos e com vários descontos anárquicos.
Por outra, quando acontece um acidente de trabalho, são atirados a sua sorte.
De acordo com os trabalhadores, no mês de Agosto, a empresa actualizou alguns salários de 40 para 70 mil kwanzas, mas dizem que é apenas para cumprir formalidades, porque na realidade não usufruem dos mesmos valores, devido aos descontos.
O Na Mira do Crime deslocou-se a referida empresa para ouvir a direcção quanto às acusações, mas, infelizmente, os guardas não permitiram o contacto com os responsáveis, mesmo os profissionais a identificarem-se.
No entanto, não ficamos por aí, por via telefónica, contactamos a directora administrativa da referida empresa, Cecília Jacob, que negou as acusações e diz que a empresa cumpre com a Lei Geral do Trabalho, no que diz respeito às horas de trabalho.
Quanto aos dias de trabalho, a responsável diz trabalham de segunda a sábado, e domingo são horas extras.
"Trata se de uma denúncia falsa porque os trabalhadores têm contratos firmados, e com direito a segurança de saúde da seguradora”, garantiu.
Explicou que, o que está mal será melhorado.







