DIIP esclarece que agente frustrou assalto à residência e foi levado à Esquadra para prestar depoimento
O Na Mira do Crime publicou na manhã desta terça-feira, 29, uma matéria que faz menção a detenção de um efectivo da Direcção Central do DIIP, de nome Wilson Carvalho Miguel, de 32 anos de idade, supostamente envolvido num assalto, ocorrido no município do Cazenga, tomando em consideração um informe interno da polícia, a que este jornal teve acesso.
Por: Ngunza Chipenda
Após contacto a direcção de comunicação do DIIP, ainda na terça-feira, nos foi informado que o agente estava na Esquadra do Santo António, para prestar declarações, e que aguardava a presença das lesadas (vizinhas), para justificar a acção do polícia.
Na manhã desta quarta-feira, uma nota do Gabinete de Comunicação da DIIP enviada ao Na Mira, informa que, o efectivo da DIIP em nenhum momento esteve na condição de detido, conforme faz referência a notícia publicada pelo Na Mira do Crime.
De acordo com a nota, o quê ocorreu na madrugada desta segunda-feira 28 de Outubro do corrente ano, por volta das 2horas, no bairro do Hoji-ya-Henda, rua padre da Cruz, no município do Cazenga, foi uma acção legítima e proporcional em defesa da vizinhança e particularmente da cidadã que estava a ser vítima de um assalto à mão armada, na sua residência, uma vez que os disparos que fez ao ar frustrou a acção dos marginais que se meteram em fuga.
Refere que, o que aconteceu na verdade é que no exacto momento em que os marginais estavam a realizar assaltos no bairro, sobretudo na residência de uma cidadã, a vizinhança, sabendo que o efectivo da DIIP é agente da autoridade, ligaram-lhe pedindo ajuda, entretanto, após os disparos que fez ao ar e que frustrou a intenção dos marginais, a Unidade de Reacção e Patrulhamento do Comando Provincial de Luanda que realizava a sua actividade preventiva nos arredores, ouviu os disparos e fez-se ao local, e pelo facto de ter encontrado o efectivo da PNA armado, convidou a vítima e o nosso efectivo para esclarecimento da situação na unidade.
Postos na unidade, a equipa de piquete do SIC que se encontrava na esquadra ao receber a queixa da vítima, esta esclareceu que o efectivo da DIIP foi quem a defendeu a si e a vizinhança, tendo o SIC concluído ter sido normal na condição de agente da autoridade agir em legítima defesa dos cidadãos, uma vez que os polícias consideram-se em serviço 24 sobre 24 horas.
Para dizer ainda que a população se alegrou pelo acto de coragem do efectivo da DIIP.
Quanto à queixa contra os marginais que se meteram em fuga, está a correr os seus trâmites normais, visando a sua localização e responsabilização criminal, enquanto que o efectivo da DIIP regressou à sua residência e ao seu trabalho com normalidade, conclui a nota.







