Há filhos e enteados? – Efectivos da PNA exigem igualdade no tratamento dos órgãos do MININT
Alguns efectivos da Polícia Nacional exigiram fim, em carta endereçada ao Ministro do Interior e ao Presidente da República, da diferenciação de tratamento dos diferentes órgãos do Ministério do Interior, onde alguns têm direito a subsídios e bens de consumo e os outros não.
Por: Belchior Resende
No documento a que este Jornal teve acesso, os subscritores lembram que o Ministério do Interior é o órgão responsável pelo garante da segurança, ordem e tranquilidade públicas do país. Apesar disso, é dos mais sacrificados pelas inúmeras tarefas que lhe são incumbidas, por falta de atenção dos governantes. “No mesmo ministério, alguns, como é o caso Serviço de Investigação Criminal, recebem subsídios que outros não têm.
Refere que existem órgãos que arrecadam receitas avultadas para o Estado, como são os casos tais como o SME e da Polícia Fiscal, mas nem sequer recebem os subsídios de que teriam direito, uma vez serem de lei as comparticipações em multas. “Será que o Ministro do Interior e o Presidente da República não têm conhecimento disso?”, perguntam.
Consideram não fazer sentido que um Ministério que é tido como uns dos que têm salário aceitável, quando o de um Comissário nem chega a 700 mil Kwanzas, se continue a mendigar por subsídios que só são dados quando os sindicatos reclamam.
“Tinha de ser diferente, olharem ao Ministério do Interior tal como fazem com o SINSE, onde até um técnico médio novo aufere um salário superior a 500 mil kwanzas e noutras instituições públicas onde os salários e subsídios são atractivos”, apontam, salientando que os efectivos do Ministério do Interior andam “cansados com este tipo de humilhações”, 07 anos depois de se começar a falar do estatuto remuneratório dos órgãos do ministério.
Ao novo Ministro do Interior, pedem que todos efectivos sejam colocados em pé de igualdade, passando por bons salários tal como noutros países. “Nas eleições gerais sofremos muito, não foi apenas o SIC que combateu a criminalidade”, esclareceu.
“É triste ver um pai ou mãe com muitas estrelas e patentes no ombro quando, mas feitas as contas, o seu salário é baixo”, considerou, indicando as condições de acomodação e de logística que, em seu entender, são péssimas, porque os efectivos que fazem trabalho de guarda e guarnição se alimentam muito mal, mas o abastecimento logístico é feito nas Unidades, Comandos, Delegações Provinciais, onde para ver um bom frango, carne seca leite não é fácil.







