COPEBE: Empresa de segurança privada está há mais de cinco meses sem pagar os salários dos operativos
Os operativos da empresa de segurança privada, COPEBE, com escritório situado na rua da Liberdade, junto ao Comitê Provincial da OMA, Vila Alice, denunciam que estão há mais de cinco meses sem receberem os seus ordenados, conforme apurou o Na Mira do Crime.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com as queixas que chegaram a redacção deste jornal, para além dos cinco meses sem os salários, os trabalhadores estão desde o mês de Setembro do ano em curso sem os subsídios de alimentação.
"A empresa está a nos dever mais de 5 meses de salário, nós ganhamos um ordenado de 48 mil e 800 kwanzas por mês, e temos também dois meses de atraso de subsídios de alimentação", denunciaram.
"Nós como colaboradores, estamos a cumprir com as nossas exigências e obrigações, mas tem vezes que somos obrigados a dobrar os dias de trabalho, ficando assim 2 ou 3 dias no posto, por causa do atraso de salários que estamos a enfrentar, e isto faz com que os nossos colegas não apareçam", revelaram.
Queixam-se também que, devido a falta de dinheiro, são obrigados muitas vezes a optarem em lavar e parquear viaturas no local de trabalho, no sentido de ganharem algum valor para levarem em casa.
Por outro lado, a referida empresa que tem como sócio maioritário, o General na reforma Roberto Leal Monteiro Ngongo, que já foi Ministro do Interior e deputado à Assembleia Nacional pela bancada parlamentar do MPLA, também é acusada de fazer descontos aos funcionários, a fim de pagar a segurança social.
No entanto, os operativos explicaram a este jornal que tomaram conhecimento que os seus nomes não constam na lista do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).
A referida instituição privada, segundo os denunciantes, é composta por cerca de mil e 500 trabalhadores, e está sedeada na Vila Alice, e os mesmos apelam ao sócio maioritário, no sentido de velar pelas condições salariais que há muito tempo tarda em chegar.
Dizem ainda que não entendem o porquê desta situação, uma vez que a direcção alega que não tem dinheiro para resolver os problemas dos trabalhadores, mas, durante os últimos dias, deu-se ao luxo de comprar novas viaturas, de marcas Suzuki, modelo Jimmy, do novo modelo, bem como novos modelos da Toyota Hilux.
"Temos filhos, não pagamos ainda as propinas e muitos não fizeram matrículas para as crianças, mas vimos carros novos que a empresa comprou. A nós apenas nos dizem aguardem", desabafaram.
O Na Mira do Crime deslocou-se à sede da empresa COPEBE, a fim de ouvir a versão daquela instituição sobre as acusações que pesam sobre si.
Tendo sido atendido pelo senhor Nilton Silva, director operativo da referida empresa, orientou a contactar o coordenador jurídico, de nome Ricardo Satula.
Contactado pelo repórter deste jornal, através do seu WhatsApp, o responsável da área jurídica garantiu que iria responder as questões remetidas, mas, lamentavelmente, cinco dias depois não houve resposta.







