Antigos Trabalhadores da EDIPESCA clamam pela sua inserção na Segurança Social
Os antigos trabalhadores da Empresa Distribuidora dos Produtos de Pesca ( EDIPESCA UEE), manifestaram-se na manha de quarta-feira, 13, junto ao Ministério das Pescas, para exigir a promessa do referido ministério a inserção de 541 antigos funcionários no Instituto Nacional de Segurança Social ( INSS), que se encontram a viver em condições difíceis por não terem onde conseguir sustento.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Segundo os antigos funcionários da referida empresa, foram programadas vigílias ao longo do pátio do Ministério de tutela para exigir as promessas de verem os nomes inseridos na Segurança Social.
A empresa, disseram, em 1992 foi redimensionada e entregue à gestão privada com promessas de reenquadramento ou indemnização dos antigos trabalhadores, acórdão que foi produzido no dia 21 de Dezembro de 2006, após um diferendo do Tribunal em 2005 e, de lá para cá, apenas recebem promessas.
O êxito da vigília em fronte ao Ministério foi frustrada, disse o senhor Joaquim Lourenço, devido a uma comissão criada pelo Ministério das Pescas no sentido de acalmar os ânimos dos manifestantes, que estavam no local.
"Convidaram-nos a resolver o assunto por via do diálogo, o Ministério das Pescas criou uma comissão chefiada pelo senhor João Piedade, director dos Recursos Humanos, que garantiu tudo estar a fazer para resolver o assunto, embora não tenha avançado quando é que teremos a situação resolvida, mas garantiu que até ao mês de Dezembro veremos o nosso dinheiro", contou.
O Na Mira do Crime acompanhou milimetricamente os factos, desde a concentração dos manifestantes defronte às instalações do Ministério das Pescas até ao encontro.
O director do gabinete dos Recursos Humanos, ao dirigir a palavra aos presentes, pediu que fosse mantida a calma e aconselhou-os a não partirem para actos de vandalismo.
"A comissão criada se compadece com a situação na qual se encontram, mas tudo faremos para que o problema seja resolvido em curto espaço de tempo, antes de terminar o presente ano teremos resolvida a situação, estamos apenas a finalizar alguns processos", prometeu.
Para muitos, o encontro visou apenas “deslinhar” a programação da actividade de manifestação, pelo facto de constituir uma vergonha para o Ministério, caso fosse realizada.
"Vamos aguardar pelo cumprimento das promessas, não queremos agir brutalmente, muitos de nós já morreram a espera, outros andam pelos contentores de lixo a recolher matérias para pesar, feito pessoas que nunca tenham dado contribuição para o país, estamos desesperados que seja resolvida a situação, ganhamos a causa junto do Tribunal e até agora a nada", apelaram.







