Huíla: Trabalhadores angolanos submetidos a condições semelhantes à escravidão na empresa chinesa Niobonga em Quilengues
Um grupo de trabalhadores angolanos da empresa chinesa Niobonga, especializada na exploração de nióbio, denuncia maus-tratos e condições laborais degradantes no município de Quilengues, província da Huíla.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Falando ao Na Mira do Crime, os jovens António Domingos e Gabriel Jamba (nomes fictícios) relataram que o calvário enfrentado pelos funcionários já perdura há bastante tempo, sem qualquer intervenção das autoridades governamentais para solucionar o problema.
Segundo os trabalhadores, a alimentação fornecida é precária, os dormitórios e casas de banho estão em condições deploráveis, e a carga horária é excessiva, sem direito a dias de descanso.
Pedimos encarecidamente às instâncias superiores que tomem medidas para corrigir esta situação, infelizmente, já apresentamos queixas anteriormente, mas até agora não obtivemos nenhuma resposta, apelam os trabalhadores.
Prosseguindo, referem que "tem sido muito difícil lidar com essa situação, uma vez que, quando a alimentação é garantida em condições adequadas, outras necessidades também são atendidas de forma mais eficiente, o que fomenta a produção na empresa, caso contrário, ocorre exactamente o que estamos a apresentar".
O administrador municipal de Quilengues, Adriano Pedro, ao ser questionado sobre o caso, afirmou não ter conhecimento da situação e não garantiu qualquer fiscalização à empresa sediada no município que dirige.
O Na Mira do Crime também contactou a secretária do director executivo da referida empresa, Niobonga, que prometeu pronunciar-se sobre o assunto. Contudo, até ao momento não houve retorno.







