Instituto de Combate e Controlo da Tripanossomíase realiza rastreio para detectar doenças tropicais
O ICCT realizou, na última sexta-feira, no "Hospital da Doença do Sono", uma feira de saúde, onde foi feito o rastreio de doenças parasitárias e tropicais, uma iniciativa aplaudida por muitos cidadãos
Por: Solange Figueira
A actividade, cujo anfitrião foi o director do ICCT, Peliganga Luís Baião, teve como convidado e palestrante o Secretário de Estado de Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa. A feira contou com a participação do público em geral que aproveitou a oportunidade para realizar consultas gratuitas com médicos formados nas especialidades de Clínica Geral, Pediatria, Medicina Geral, Dermatologia, Fisioterapia, Psicologia, Cardiologia, Oftalmologia, Urologia, Testes, Tripanossomíase, Malária, Dengue, Chikungunya, HIV, Hepatite, Sífilis e Tuberculose.
O Secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Albertino Pinto de Sousa disse que é a primeira feira de serviços de saúde e rastreio de doenças tendo como foco principal a doença do sono. "As saudações são para todos os presentes e todas instituições que, de forma directa ou indirecta, deram o seu contributo para que, no dia de hoje, se realizasse, a tripanossoma humana africana, conhecida como doença do sono, que é transmitida ao homem através da picada da mosca Tse-Tse, que, inicialmente, pode causar febre, dores musculares e aumento do volume dos gânglios", referiu, sublinhando que, no estado avançado, o parasita afecta o sistema nervoso, causando alterações como dores musculares, confusão mental, dificuldades para andar, falar e até pode dar convulsões, por ser tratada com medicamentos específicos, que dependem da fase da doença.
No ano em curso, o instituto tem como missão primordial erradicar todas as doenças trópicas parasitarias a nível de Angola, sendo que o Ministério da Saúde pretende prestar assistência médica e medicamentosa a todas as pessoas com esta patologia."disse
O director geral realçou que em termos endémicos da doença do sono, a nível do país, no ano passado, tiveram 52 casos, distribuídos nas províncias de Luanda, Bengo, Cuanza Norte e Uige.







