Adolescente de 15 anos desaparece há três meses depois ser atendido no Hospital do Luanda - sul
Tudo começou no dia 30 de Agosto do ano em curso, quando o jovem Leonel Messi, de 15 anos de idade, residente no bairro Luanda Sul, despediu em casa que iria a um convívio com os amigos e já não mais voltou. A família deu falta da ausência do adolescente no mesmo dia, porque não era de costume o mesmo passar a noite fora de casa.
Por: Solange Figueira
No dia seguinte, começaram a procurá-lo, ligando para os amigos que estiveram com ele. Para a surpresa de todos, foi-lhes dito que o Leonel avisou os amigos que queria dormir em casa, tendo abandonado o local do convívio.
A família, preocupada, decidiu bater porta-a-porta, procurar nas ruas, dando a discrição exacta do jovem.
Depois de tanto procurarem, receberam a informação de várias vendedoras, que viram o adolescente a trocar os passos, não deixando dúvidas de que estava embriagado, facto que o levou a escorregar num passeio. Segundo testemunhas, terá batido com a cabeça num passeio e pedido os sentidos.
Decidiram ligar para a polícia que chegou ao local imediatamente. O estado de embriaguez do mesmo não foi posto de parte, e foi levado ao hospital de Viana-2 l onde foi atendido, especificamente na secção de urgências.
Acontece que a meia noite, uma enfermeira foi vigia-lo, mas apercebeu - se que tinha desaparecido da cama, apesar do seu estado crítico.
Márcia Sobrinho, mãe do Leonel, conta que estes meses todos procuram em outros sítios, desde as morgues, prisões aos hospitais, não obtiveram respostas.
Entretanto, pelo menos por duas ocasiões a família recebeu informações segundo as quais, Leonel foi visto totalmente bêbado e aparentemente drogado e nem sequer conseguia andar, por isso caiu. "Fomos até à esquadra do Cayaya, no bairro Belo Horizonte, onde fizemos participação e informou que Leonel não era de consumir drogas; sempre foi muito calmo e amoroso.
A família admite que se ele estava drogado é porque alguém colocou uma substância nociva na sua bebida. O que é verdade é que surgiu mais uma informação que dava conta que Leonel foi recolhido de novo para o hospital Viana-2. "Na mesma hora fomos até ao hospital com a intenção de ir busca-lo, mas a equipa que estava de serviço na aquele dia negou ter atendido um cidadão com dados apresentados pela família, o que fez com que esta recorresse à polícia.
Diante da polícia, a equipa em serviço, depois de muita insistência, confirmou que atendeu o rapaz às 20 e 30 minutos, e não fizeram registo, não o observaram; apenas o puseram na cama de um quarto para descansar.
Tal como aconteceu na primeira vez que esteve internado naquela unidade hospitalar, por volta da meia noite, uma enfermeira foi ao quarto ver o paciente, mas já não o encontrou.
A mãe de Leonel questiona como é possível um paciente que dá entrada num hospital em estado crítico, desaparece três horas depois de internar.
Enquanto a procura continua e as orações se intensificam, a família pede ajuda à sociedade para que ajude a localizar o seu ente-querido. "Estes dias não durmo por pensar tanto no meu filho; e à medida que o tempo passa, eu e meu marido ficamos ainda mais desesperados", suplica.







