"África Future" - Empresa Eritreia manda angolanos almoçarem em casas de banho e produz batata "lulú" com produtos deteriorados
A Direção da empresa África Future Ghion Alimentos, de cidadãos eritreus, responsável da produção de refrigerantes de marca "Astro", Batatas fritas Lulú e Bangue Bangue, está a ser acusada de ter despedido cerca de 40 funcionários de diferentes sectores de forma injusta e sem qualquer indemnização
Por: Kihunga Bessa
Falando aos microfones do Jornal Na Mira do Crime, aqueles funcionários contam que após ser decretado o salário mínimo nacional de 70 mil kwanzas, estes entenderam reivindicar o aumento dos ordenados e exigiram que se sane outros maus tratos a que eram submetidos, tal como almoçar nas casas de banho, por falta de refeitório e ofensas verbais por parte dos patrões.
Faria Totó, um dos trabalhadores há mais de 2 anos, explicou que a direcção da empresa terá aumentado todos os subsídios, o que totalizou 70 mil Kwanzas, uma decisão não aceite pelos funcionários que tiveram que recorrer aos órgãos de direito que, segundo os nossos entrevistados terão baixado algumas recomendações, mas não acatadas pelos patrões.
"Daí, entendemos continuar a reivindicar os nossos direitos por via de uma greve, que levou a direcção da empresa a despedir-nos de forma injusta, inventando 07 a 08 faltas por a cada funcionário.
Além desta situação, aqueles denunciam outras irregularidades que acontecem na empresa, sobretudo na área da produção de batatas fritas em que, muitas vezes, são produzidas com matéria prima deteriorada e com a data de validade vencida.
Quem também não guardou a sua insatisfação é Domingas Cambuta, com 8 anos de trabalho na área de refinação do sal para a produção das batatas.
Ele informou que o produto utilizado para a produção das mesmas foi reprovado por uma equipa da Direcção da ANIESA, mas, mesmo assim, continua a ser usado.
"Sempre que recebemos uma equipa da inspecção, eles escondem-se e obrigam os funcionários a ficarem em zonas escuras", revela.
Faces às denúncias, uma equipa de reportagem do jornal Na Mira do Crime fiez-se ao interior daquela empresa onde feito um trabalho investigativo, foi possível notar algumas irregularidades que coincidem com a informação prestada pelos trabalhadores.
Foi também possível constatar que ainda continuam a produzir a gasosa "Astra" por parte da indústria Ghion Alimentos.
Os jornalistas solicitaram à direcção da referida empresa para ouvirem a sua versão, mas o Director Geral da empresa, Pedro Luís, de nacionalidade portuguesa, insurgiu-se com a presença dos profissionais de imprensa, ao ponto de mandar recolher o material de trabalho.
Ameaçou-os, na presença do chefe dos Recursos Humanos, identificado apenas "Sr. Loloji".
Minutos depois, terão surgido alguns efectivos do SIC que conduziram os jornalistas até à esquadra do Baia, onde o instrutor do processo, inicialmente, se posicionou contra os profissionais da comunicação social, mas em defesa da Direção da empresa.
O instrutor do processo, em pouco tempo, terá recebido uma chamada telefónica, não se sabe de quem, mas foi o orientado a não se posicionar contra os jornalistas, o que fez com que mudasse de postura.







