Huíla: Reclusos da cadeia da Matala reclamam da qualidade e quantidade da comida e dos dormitórios, direcção afirma que estão bem acomodados
Um total de 26 reclusos condenados, alojados na unidade penitenciária do Alcácer, no município da Matala, província da Huíla, lamentam a insuficiência de alimentos que recebem, bem como o estado deplorável dos colchões disponibilizados.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
De acordo com uma denúncia apresentada ao Na Mira do Crime, os reclusos mostram-se insatisfeitos com a redução da quantidade de alimentos fornecidos, considerando-a insuficiente para suas necessidades básicas.
Eles apelam para que a questão alimentar seja resolvida o mais rápido possível, ressaltando que são os próprios reclusos que produzem os alimentos no perímetro irrigado da Matala.
Pedimos intervenção de quem de direito para melhorar as condições alimentares, de modo a nos fornecer refeições que saciem a fome, não ficamos satisfeitos com a comida que recebemos, afirmaram os reclusos.
Além disso, os reclusos relatam que o local onde dormem, especialmente os colchões, estão em péssimas condições, solicitando a substituição por modelos mais adequados, que garantam maior comodidade.
Embora estejamos em conflito com a lei e reconhecemos os nossos erros, pedimos também a redução da carga horária de trabalho, já que o esforço diário tem sido excedente e penoso para todos nós, acrescentaram.
Em resposta às preocupações, o director da unidade penitenciária do Alcácer, no município da Matala, Superintendente Ilídio Paulo Machado, afirmou que as condições da unidade são razoáveis e que os reclusos estão bem acomodados.
Destacou que os internos são cidadãos em conflito com a lei, condenados por crimes diversos, como homicídio, furto e roubo de motorizadas em diversos pontos da Matala.







