Mulher que raptou recém-nascida no Benfica tem dois filhos: Por não "alcançar" na actual relação fingiu gravidez e raptou bebé alheio
O facto ocorreu no passado dia 29 de Novembro do corrente ano, no município de Talatona, no interior do Centro de Saúde de Referência do Benfica, quando a cidadã nacional Nazaré Domingos, de 19 anos de idade, que havia dado à luz há 21 dias, a uma menina, "Serena", sentiu - se mal e foi ao centro de saúde acima referenciado para ser consultada, na companhia da sua bebé, uma irmã e um sobrinho que também procuravam atendimento médico.
Por: Solange Figueira
No hospital, a sua irmã e sobrinho foram atendidos primeiro, e depois se retiraram do hospital e deixaram a jovem ao lado da cidadão Maria Joaquina, de 30 anos de idade, que simulava estar grávida de 09 meses, mas, na verdade, estava naquela unidade a espera da primeira oportunidade para furtar um bebé.
Segundo a Mãe da pequena Serena, nunca antes manteve contacto com a acusada.
"Como dei à luz há pouco tempo, estava a me sentir mal, a minha mãe disse para ir a consulta, não fui sozinha, fui com a minha irmã e um sobrinho meu que também estava doente, eles foram atendidos primeiro e eu fiquei com a minha bebé, quando me chamaram para ser atendida, como estava muito fraca e não tinha forças, a senhora estava ao pé de mim e pedi para ajudar a segurar a bebé", contou.
Num instante, contou, "ela desapareceu, fiquei muito desesperada, perguntei a todo mundo, aos guardas, enfermeiras e médicos ninguém sabia de nada, procurei por todo o hospital, até desmaiei, meu erro foi apenas pedir a uma senhora estranha para ajudar a segurar a minha filha", recordou.
Salvador António, pai da menina, diz que no momento em que tudo ocorreu estava a trabalhar.
" Encontrei a minha esposa na esquadra do Benfica, e não tivemos respostas no mesmo dia, já no sábado, fomos ao Fala Angola, também não fomos atendidos, como eu tenho redes sociais, partilhei as fotografias da minha filha com a minha família e amigos, uma prima minha ligou - me e avisou que apanharam uma senhora com uma bebé no Bairro Mundial, e que a mesma estava com o SIC, a minha filha ficou 24 horas sem mamar e fora do seio da família, encontramos ela totalmente debilitada e quase sem respiração, agradeço ao SIC-Luanda e a sociedade em geral pelo apoio, ela é a nossa segunda filha, eu como pai até já tinha o pensamento de tirar a minha própria vida por desespero", disse.
Maria Joaquim, acusada, conta que é mãe de dois filhos, separou - se do ex marido, e está numa relação nova que não tem filhos com o parceiro actual.
"Nunca fiz isso, é a primeira vez, o meu actual marido não tem filhos comigo, eu queria dar-lhe um filho, por isso pus panos na barriga para simular a gravidez, o meu marido nunca deu conta que eu não estava grávida, na hora de fazermos relações sexuais, eu tirava os panos que metia, ele apenas reclamava que a minha barriga era muito pequena, planeei tudo sozinha, fingi que tinha 9 meses, fui ao centro médico, aproveitei a distracção da senhora e roubei a bebé, quando cheguei em casa com a recém nascida todos acreditaram que eu tinha dado à luz , mais a bebé chorou muito e eu não tinha como lhe dar de mamar , menti que estava com dores tortas e lhe dei beberlon ,estou muito arrependida, tenho filhos para criar não sei porque fiz isso, peço perdão"
Angelina Suca chefe de enfermagem do centro de saúde, diz que é a primeira vez que tal acto acontece na aquela unidade de saúde
"A senhora acusada esteve aqui como uma utente normal, não sabíamos que era sequestradora, nunca a vimos aqui, nem como paciente, temos dado várias palestras a fim de sensibilizar algumas mães inférteis que não podem ter filhos, que não é o caso da senhora, porque ela tem dois filhos, a nossa segurança e a vigilância é boa e eficaz, isso que aconteceu foi por causa de uma distracção, estamos a tomar medidas para que casos como estes não voltem a acontecer", garantiu.
O Porta-voz do SIC-Luanda, Superintendente-chefe Fernando de Carvalho, apela a todas as mamães a ter um cuidado redobrado, quando se deslocarem a uma unidade hospitalar ou em outros locais, não confiando em pessoas estranhas para auxílio, devendo - se fazer acompanhar de uma pessoa próxima a família ou familiares.







