As obras do ministro Homem: População reclama da paralisação das obras da esquadra do Paraíso e “sumiço” dos meios rolantes
Com mais de 40 quarteirões, o bairro Paraíso, localizado no Distrito Urbano dos Mulenvos de Baixo, município de Cacuaco, tem cerca de 152 mil habitantes que manifestam descontentamento devido a paralisação das obras de construção da nova esquadra policial a ser erguida naquela circunscrição, com o objectivo de atender as principais preocupações dos moradores, principalmente no que a criminalidade violenta diz respeito.
Por: Kihunga Bessa
As obras, tiveram arranque no mês de Outubro de 2023, após o lançamento da primeira pedra, feito pelo actual ministro do Interior, Manuel Gomes da Conceição Homem, nas vestes de Governador Provincial de Luanda.
Orçada em mais de 180 milhões de kwanzas, tinha o prazo de execução de apenas um ano.
Ouvidos pelo jornal Na Mira do Crime, José Manuel, Henriques Diogo e João Pedro, em nome do colectivo, lembram que no início da sua execução o ex- Governador de Luanda, havia garantido condições financeiras para que as obras fossem concluídas antes do prazo estabelecido.
"Não entendemos porquê a paralisação das obras, se havia garantia financeira, daí querermos saber os motivos", disse Moreno da Silva, morador da zona há mais de dez anos.
Segundo os entrevistados, as infra-estruturas estão com a execução física na ordem dos 80 por centos, e encontram- se paralisadas há mais de cinco meses.
Outra maior preocupação daqueles moradores é o “sumiço” da patrulha, e ausência das motorizadas que haviam sido entregues especificamente para acudir situações de criminalidade no bairro Paraíso, aquando da visita de trabalho de cinco dias, do actual ministro do Interior.
“Nota- se o regresso da criminalidade na zona, a esquadra seria uma mais-valia para a comunidade, visto que o bairro é considerado como um dos mais críticos da província de Luanda”, notaram.
Outras informações colhidas no local por este jornal, dão conta que a infra-estrutura foi mal projectada, e que o telhado encontra- se em mau estado, tudo porque foi mal aplicado.
"Precisamos que o ministro do Interior olhe para a conclusão da obra que ele deixou aqui, já gastaram muito dinheiro, falta pouco", apelaram.







