Comandante-Geral suspende compra de uniformes da polícia “nos grupos do WhatsApp”
O Comandante-Geral da Polícia Nacional, Comissário-Chefe Francisco Monteiro Ribas da Silva suspendeu a compra de fardas pelos efectivos de forma individual. De acordo com duas notas a que o NA MIRA DO CRIME teve acesso, o Comandante-Geral tomou essa decisão em virtude de nos últimos tempos se estar a registar a compra de fardamento e outros acessórios policiais em canais não oficiais e recomendáveis pela corporação como redes sociais e não só, situação que coloca a imagem da corporação em maus lençóis.
Por: Telson Mateus
Deste modo, segundo os documentos, a medida visa "estabelecer regras que disciplinem a aquisição de equipamentos policiais e uniformes".
"Fica expressamente proibida a aquisição de equipamentos policiais de uniformes, de forma individual, por parte de todos os órgãos da Polícia Nacional de Angola (PNA)", lê-se no despacho n.° 1253, publicado no dia 17 do mês e ano em curso e que entrou em vigor na data da sua publicação.
No despacho 1252 do mesmo dia, mês e ano, o Comissário Geral Francisco Monteiro Ribas da Silva chama atenção ao facto de, alguns efectivos da PNA fazerem uso inadequado do uniforme, muito deles, usando peças de fardamento em simultâneo com roupas civis, quando se apresentam em público.
A chamada de atenção do mais jovem Comandante-Geral da PNA recai ao facto deste comportamento descaracterizar a forma de atavio dos agentes da Polícia Nacional, violando disposições legais constantes nos regulamentos de uniformes de uso exclusivo da Polícia Nacional de Angola.
Todavia, este portal sabe e, possivelmente seja também do conhecimento do Comandante Ribas, que há anos que a Polícia Nacional não atribui camisolas brancas ou azuis aos efectivos por forma a debelar a inexistência dessas peças para o uso diário dos efectivos.
Contudo, embora a medida seja boa, mais do que proibir, é importante que os efectivos, maior parte deles a ganhar míseros 100 mil kwanzas, possam receber estes equipamentos de forma grátis e sem as famosas "cunhas", onde familiares, amigos e compadres de altas patentes e de funcionários da área da logística são sempre os privilegiados e quem, de facto, fica na rua atrás dos 'amigos do alheio' são sempre os esquecidos.







