Duas crianças morreram de cólera no 30, pai dos menores pede ajuda para compra de caixões e enterro dos filhos
Dois menores que identificados como Silvanio Campos, de 3 anos e Rita Ndongo, de 7 anos, filhos do casal, João e Sofia Celeie, morreram, na passada segunda-feira, 27, vítimas de cólera, na zona do Km-30, município do Sequele, província de Icolo e Bengo.
Por: Cambundo Caholua
Segundo testemunhas, tudo começou quando o filho do casal, de 3 anos de idade, durante a noite de domingo, 26, reclamou de dores de barriga.
No dia seguinte, teve diarreias, mas a mãe normalizou.
Foi quando, passado alguns minutos, por volta das 7 horas da manhã, o rapaz acabou por morrer.
A mãe, apavorada, contaram as vizinhas, foi ao encontro do esposo que se encontrava a fazer os seus biscates.
Ao regressar, já com o esposo, foram surpreendidos com a recaída da outra filha, de 7 anos de idade, que foi socorrida pelos vizinhos até ao Hospital do Baia, Km-30, onde terá chegado sem vida.
"Estava tudo estranho, quando o primeiro menino morreu, ela foi chamar o marido, assim que voltou encontrou que a filha de 7 anos tinha sido levada ao Hospital do Baia, mas infelizmente morreu", explicou uma das vizinhas, sem ser identificada.
O casal é proveniente da província do Huambo, e estão sem recursos financeiros para a compra dos caixões e transporte para, posteriormente, realizar-se o enterro dos filhos.
Por este motivo, apelam ajuda à sociedade.
Os corpos encontram-se desde segunda-feira na morgue do Hospital do Sequele, uma vez que o enterro estava previsto para esta sexta-feira, no cemitério do Benfica, por sinal, local onde são depositados todas vítimas de cólera.
Uma equipa de reportagem deslocou-se até ao Centro médico da Baia, onde a directora clínica, Palmira Paím, confirmou que a menor de 7 anos deu entrada naquele hospital, por volta das 9 horas, e já sem vida, sendo feito as análises, confirmou-se que foi por causa de cólera.
De seguida, disse aquela responsável, uma equipa do hospital deslocou-se a residência das vítimas, tendo concluído que o menor de 3 anos, também teve o mesmo destino.
Acrescentou que as mortes por casos de cólera, os corpos não são entregues à família, mas esta mesma família responsabiliza-se pela compra do caixão e transporte para aqueles que irão acompanhar o referido enterro.
Palmira disse ainda que, aconselhou ao pai e o vizinho que o acompanha, visto que não têm possibilidade, para se dirigirem a direcção da Acção Social do município do Sequele, a fim de serem ajudados.
Questionada se o Baia já registou quantos casos de cólera, respondeu que, com estes dois casos, aquele território soma 26 casos, sendo que três foram a óbito.







