Familiares alertam para sobrelotação no estabelecimento penitenciário do Lubango e alimentação precária
A sobrelotação no estabelecimento penitenciário do Lubango, na província da Huíla, bem como as más condições de alimentação e higiene, principalmente nos quartos de banho, têm preocupado os familiares de reclusos que se encontram detidos há vários anos.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
De acordo com denúncias enviadas ao Na Mira do Crime, muitos reclusos condenados, há algum tempo enfrentam diversas dificuldades dentro da prisão.
As famílias pedem que a situação seja minimizada para evitar maiores sofrimentos aos detentos.
Além da superlotação, os familiares também denunciam a falta de condições nos quartos de banho no estabelecimento penitenciário. Eles destacam que a higiene adequada nesses espaços é essencial para a saúde dos reclusos.
Diante das denúncias, o Na Mira do Crime deslocou-se até aquele estabelecimento prisional do Lubango para buscar esclarecimentos ao diretor provincial dos serviços penitenciários da Huíla, subcomissário prisional Catela Montenegro, no entanto, ao chegar ao local, foi informada por uma funcionária da unidade de que, para obter uma entrevista com o diretor, seria necessário enviar um documento formal à Delegação Provincial do Interior da Huíla, solicitando a devida autorização.
O Na Mira do Crime apurou que há 63 reclusos em prisão preventiva além da capacidade prevista e três reclusos que já cumpriram suas penas, mas que continuam detidos na unidade prisional sem que se saiba o motivo de ainda não terem sido libertados.
Segundo dados, o estabelecimento prisional foi construído para receber apenas 520 reclusos. No entanto, actualmente abriga 1.515 reclusos, agravando ainda mais a situação de superlotação.







