Arrancou a campanha de vacinação contra cólera no bairro Paraíso
Com a intenção de vacinar cerca de 930 mil e 532 pessoas de várias idades, a Ministra da Saúde, Silvia Lutukuta, deslocou-se ao bairro "Paraíso", no município de Cacuaco, na manhã desta segunda-feira, 03, para dar abertura da campanha massiva da vacinação contra cólera.
Por: Kihunga Bessa
A actividade foi acompanhada pelo governador de Luanda, Luís Nunes.
Angola enfrenta um surto de cólera desde a primeira semana de Janeiro do ano em curso, onde os dois primeiros casos foram diagnosticados no bairro Paraíso, onde um evoluiu para o óbito.
A Ministra, informou que após os primeiros casos, a doença foi evoluindo, atingindo a província do Bengo, nos municípios do Dande, Úcua, Barra do Dande, Província do Icolo e Bengo, no município do Sequele, onde apresenta a maior incidência de casos.
Salientou também que, até ao momento, tem um total de 8 províncias que notificaram casos, e para além das três províncias em epígrafe, foram ainda registados casos nas províncias de Malanje, Cuanza Norte, Huambo, Zaire e Huíla.
Quanto as estatísticas, a titular do MINSA fez saber que a partir do dia 02 do mês e ano em curso, reportou- se um cumulativo de 1700 casos, com 59 óbitos.
Revelou que a província mais afectada em termos de óbito é Luanda, com 106 casos e 37 óbitos, seguindo se a província do Bengo com 422 casos e 15 óbitos, Icolo e Bengo com 267 casos e 7 óbitos.
" Também foram reportados casos nas Províncias do Huambo com 4, Malanje com 4, Zaire com 4 Huila com dois casos e Cuanza Norte com um caso, todas elas sem registos de óbito, e todos os casos com vínculo epidemiológico à Luanda", disse.
Acrescentou que, em resposta a essa grave ameaça da saúde pública, o Executivo Angolano através do Ministério da saúde, juntamente com seus parceiros, OMS, UNICEF, Cruz Vermelha de Angola, Banco Mundial, entre outros, mobilizou 948 mil e 466 doses de vacina contra cólera, que vai permitir a campanha de emergência de vacinação, destinadas as áreas mais afectadas.
" Uma vez que a disponibilidade da vacinas é limitada, e não permite realizar a cobertura nacional, está é uma decisão baseada em evidência epidemiológica na necessidade de salvar vidas e alcançar a população que está realmente em risco, incluindo profissionais de saúde da linha da frente", destacou.
No local, a ministra da saúde apelou as comunidades à acatar as medidas de prevenção contra cólera







