No Icolo e Bengo- Mais de cem netos acusam cunhada de se apropriar do terreno herdado do avô
Uma cidadã nacional, que aparenta ter 50 anos de idade, identificada por Guida André, está a ser acusada pela família do seu falecido marido de apropriar-se de um terreno e de vender parte do mesmo, situado junto à centralidade do Km-44, província do Icolo e Bengo.
Por: Cambundo Caholua
Segundo Elizabeth João Malambo, de 54 anos de idade, no ano de 2009, ocorreu a morte do seu avô, que, em vida, era conhecido como Malambo José Domingos.
Porém, este deixou um terreno, propriamente na localidade da primeira Sanzala, Icolo e Bengo.
No entanto, contou a entrevistada, o referido avô tinha 6 filhos que geraram também filhos que passaram a ser herdeiros do referido terreno.
Conceição Malambo que é a filha primogénita do malogrado Malambo, tinha um filho identificado por Mateus José Kutalos, que já é falecido e foi marido da mesma senhora que está a ser acusada de invadir e se apropriar do terreno.
"O Mateus José Kutalos é meu primo, filho da Conceição Malambo, que é irmã do meu pai. Este meu primo era esposo dessa senhora Guida que está a invadir o nosso terreno, ela já vendeu uma parte do terreno aos chineses", acusou.
Elisabeth explicou que tudo começou quando o seu primo, após a morte do avô, começou a cuidar do terreno em litígio, onde realizava agricultura com a referida esposa.
"Quando o nosso avô morreu, este nosso primo também já falecido, começou a cuidar do terreno e a sua mulher a senhora Guida, sendo a nossa cunhada, realizava agricultura no espaço. Mas em 2016, após a morte do meu primo, a nossa cunhada, continuou no terreno a cultivar; é nessa fase que ganhou a ganância de ficar com o espaço", apontou.
Contou ainda que, depois de alguns anos, perceberam que a mesma já estava com pretensões de se apropriar do terreno; é quando a família foi ao encontro da mesma pedir que se retirasse do local.
"Os vizinhos começaram a nos dizer que ela quer vender o espaço, alegando que o terreno é do pai dela", contou , justificando que a informação fez com que fossem ter com a suposta invasora no sentido de abandonar o terreno.
Mas ela alegou estar apenas a praticar a agricultura para poder sustentar os seus filhos, que passam fome. No entanto, ficaram surpreendidos quando a mesma cunhada começou a se intitular como proprietária do espaço, alegando que o terreno é do seu pai, de nome Adão André.
Já a dona Joana João Malambo, de 66 anos de idade, outra neta herdeira, disse que o espaço é do seu avô, Malambo, e os netos que reivindicam são tantos.
"Como é que ela vai dizer que o espaço é do pai dela?", indagou, prosseguindo que "o terreno é do nosso avô, nós somos mais de 100 netos, herdeiros, ela como nora, não pode receber-nos o terreno".
"Temos todos os documentos do terreno e há testemunhas, pessoas de 100 anos que conheceram o nosso avô, estão ainda vivos e sabem que o espaço é nosso", certificou.
Acrescentou que a referida cunhada já vendeu parte do espaço aos chineses e agora quer vender outra parte.
"Não vamos permitir", desafiou. O espaço, neste momento, está sob custódia da Procuradoria Junto do SIC-Geral, tendo a Procuradora, Ludimila Flávia José de Carvalho da Costa, elaborado um despacho de mandado de apreensão Nº 01/025.
O ofício ordena que no terreno já não se poderia frequentar, e nem se realizar qualquer acto.
Por outro lado, segundo a parte acusadora, a Procuradora junto do SIC-Geral não notificou as duas partes, apenas fê-lo com a parte acusada, o que deixou ainda mais agastado o outro lado.
Este jornal contactou o advogado da senhora Guida André, acusada, identificado por Alfredo, a fim de esclarecer as acusações que pesam sobre a sua cliente, mas o causídico alegou que não poderia dar qualquer declaração sem anuência da sua constituinte.







