“Está a ser protegido pela chefia”: Efectivo de Bombeiros acusado de agredir menor de 11 anos com coronhadas no rosto por passar junto a porta de arma
Um efectivo da Escola Nacional dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, localizada na vila sede do município de Viana, que se encontrava na porta de arma, na tarde desta terça-feira, 11, agrediu fisicamente com três coronhadas de AKM, o menor 11 anos de idade, identificado como António Gonçalves, residente em Viana, bairro da Caop-C.
Por: Carla Nayara
Familiares do menor que falaram ao Na Mira do Crime dão conta que, os factos ocorreram quando o menor saía da escola, na companhia do seu irmão, e por descuido terão passado defronte da porta de arma, motivo suficiente para o efectivo em serviço partir para a agressão, tendo empunhado a arma e desferido três vezes ao menor, sendo duas vezes no rosto e uma na zona das costas, provocando ferimentos, inflamações e escoriações.
Indignado com a posição do efectivo, o menor foi em casa em choros, e deu a conhecer aos seus pais.
Em acto continuo, a família do menor se dirigiram até a Escola dos Bombeiros, onde reportaram o ocorrido ao oficial em serviço, identificado por André Mateus, que ordenou que fossem dados os primeiros socorros ao menor, e consequentemente lhe foi passada uma receita.
Revoltada, uma vez que o infractor estava a ser protegido, os familiares procuraram falar com o director da escola sobre o excesso e conduta indecorosa do agente, mas a direcção, segundo os nossos entrevistados, recusaram-se em comunicar-se com a família, e esconderam o acusado.
O NA Mira do Crime tomou conhecimento que, um dos enfermeiros em serviço, apenas conhecido por Bento, em alto e bom som, foi alegando que o menor estava fingindo e que podia ir queixar-se em qualquer parte, que são do mesmo Ministério (Interior), e gozam de imunidades.
Outrossim, diz os familiares, é que as autoridades que falavam com a família pediam que o menino fosse levado ao Hospital do Capalanga, e em troca poderiam receber 20 mil kwanzas.
Agastados com a situação, os familiares do menor levaram-no para uma outra unidade hospitalar, onde o mesmo está a ser assistido, pelo que, clamam por justiça e a intervenção directa do responsável máximo do órgão, Comissário Bombeiro Principal, Manuel Matanda Lutango, para que o infractor seja devidamente responsabilizado.
Efectivo está aquartelado e foi aberto processo- disciplinar, diz Porta-voz
Contacto pelo Na Mira do Crime, o Porta-voz nacional do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB), Superintendente, Wilson Baptista, informou o SPCB tomou conhecimento da ocorrência ontem, terça-feira, 11, por via do Comando de Viana, que dava conta do caso sobre agressão física contra um menor, “protagonizado por um dos nossos efectivos, que estava a fazer o serviço de guarda, quando este terá se deparado com duas crianças a brigar”.
Segundo o responsável, o efectivo, ao ir acudir a luta, acabou por “exagerar, tendo atingido com golpes um dos meninos”.
Informou que, quando os superiores tomaram conhecimento, “abordaram o colega, e o menino agredido foi levado para o posto médico interno.
“Quanto ao efectivo, foi aquartelado e neste momento foi aberto um processo disciplinar, que corre os seus trâmites normais”.
Questionado se o mesmo terá usado a arma de fogo para agredir o menor, Baptista explicou que, as feridas causadas pela agressão, se tivessem sido feitas por uma arma, seria uma aberta.
“Mas esta conduta não e abonatória para a imagem do SPCB, e lamentamos o facto, e desde já manifestamos a total disponibilidade para o apoio necessário ao menor e sua família”, concluiu.







