Caso Muxima Plaza: Herdeiro "luta" com Estado angolano há mais de 15 anos por uma indemnização avaliada em 20 milhões de dólares
O Na Mira do Crime segue a passo o braço-de-ferro entre o cidadão de nacionalidade angolana, Carlos Alberto da Silva Ramos, de 71 anos de idade, e o Governo Provincial de Luanda, em que o mesmo exige uma indemnização equivalente a 20 milhões de dólares norte-americanos, por causa de um terreno onde estava a residência do seu falecido pai, Carlos Ramos, situada no Largo do Lameje, arredores da Mutamba, em Luanda.
Por: Cambundo Caholua e Carlos Quicuca
O caso já se arrasta há 18 anos, tendo em conta que o referido espaço foi incluído na zona onde estão erguidos os edifícios Muxima Plaza, construído pela empresa PROMINVEST-LDA, que adquiriu o direito de superfície através do Governo Provincial de Luanda, sem que seja feita, primeiro, expropriação e a devida indemnização ao herdeiro.
Caros Aberto, tem se batido durante estes anos para ver a situação resolvida.
O cidadão acusa várias figuras do aparelho do Estado de estarem a inviabilizar o processo.
Conta a Procuradoria Geral da República tem conhecimento do caso, “mas sonega o processo”,
e nem se quer procura investigar se já houve ordem de saque, ou então averiguar as razões que levaram a não ser indemnizado.
Por outro lado, diz ainda que a Provedoria de Justiça, tem conhecimento do caso e, diante disso, nada diz, nem notifica os litigantes.
“As cartas estão nestas instituições, na provedoria, uma das quais foi enviada quando ainda respondida o Provedor Paulo Tchipilica, que me havia dado razão, e que era merecido ser indemnizado”, recordou.
Segundo o herdeiro, no ano de 2015, foi dada a entrada de um processo no Tribunal de 1ª Instância, na qual o valor inicial da indemnização seria equivalente a 17 milhões de dólares norte-americanos, estudos feito por uma empresa de construção civil e finanças.
Já a partir de 2023, contou o herdeiro principal, feito um outro estudo pelos advogados, o valor da indemnização passou de 17 a 20 milhões de dólares norte-americanos, valores estes confirmados “pela Procuradora Vanda Lima, na altura, que, de imediato, orientou um dos seus colegas que se notificasse o Director Nacional de Património, Adilson Serqueira, com o objectivo de negociar com o herdeiro e, posteriormente, ser resolvido o problema”.
Segundo Carlos Alberto Ramos da Silva, isto não veio acontecer e passado estes anos todos cada vez mais, vê a situação a se complicar.
"Eu não estou a roubar ninguém, sou angolano como qualquer um, eu só peço justiça pelo que me pertence, quero fazer a minha vida, preciso da minha indemnização”, lamentou.
"O local existe, há várias testemunhas, tem processos e cartas enviadas em quase todas as instituições do país, muitos que estão no governo dominam esse assunto e sabem que em nenhum momento houve expropriação. Deixo um apelo ao camarada presidente, João Lourenço, que coloque mão nisso, para ver se resolvam o meu problema", implorou.
Diante desses factos, o herdeiro com provas documentais, onde constam o croquis de localização da residência e outros documentos que provam que na zona do Largo do Lameje, Mutamba, no lugar em que estão os edifícios Muxima Plaza, segundo Carlos, é no local onde estava a antiga casa do seu falecido pai, junto dos seus advogados têm encontrado lutas e impasses para tentarem resolver a situação.







