Na Huíla: Bebés estão a morrer por desnutrição aguda no Hospital Pediátrico Pioneiro Zeca
Bebés desnutridos, internados no Hospital Pediátrico Pioneiro Zeca, no Lubango, província da Huíla, estão a morrer, enquanto outros podem sofrer sequelas graves para o resto da vida.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Segundo apurou o Na Mira do Crime, as crianças desnutridas internadas no Hospital Pediátrico “Pioneiro Zeca” necessitam de apoio urgente.
A situação é preocupante, pois algumas pessoas estão a alimentar os bebés de 0 a 6 meses com leites como o Nan e similares, mas não há fornecimento suficiente, por isso, são introduzidos outros alimentos mais acessíveis, porém, o sofrimento persiste.
Familiares e corpo médico que pediram anonimato, solicitam ajuda urgente em Luanda, para uma campanha de doação de leite com vista a suprir esta necessidade.
"Há opções mais baratas no mercado, mas o essencial é que sejam leites adequados para bebés de 0 a 6 meses", apelaram.
"Sozinhos não conseguimos resolver esta situação e não podemos substituir esse alimento por nada nesta fase da vida. A verdade é que os bebés estão a morrer por desnutrição ou a ficar com sequelas graves para sempre", alertou a fonte.
Há um novo fenómeno que está a preocupar os profissionais de saúde daquela unidade sanitária, é que às mães estão sem leite, porque também têm dificuldades de se alimentarem.
“Eles desnutrem-se nos primeiros dias”, soube o Na Mira através de uma profissional.
Sublinhou que, quando vão ao hospital, são mandados para os centros de nutrição, onde são medicados com “F100”, melhoram, têm alta, mas, tão logo regressam para as suas residências pioram.
De 3O a 40 por cento das crianças que vão para cirurgia, não conseguem por causa de pesos baixos ou hemoglobina baixa, este é um dos cenários mais tristes que se vive no hospital da Huíla, e atinge principalmente as crianças, que deveriam ter toda protecção de quem governa.
Diante dessa realidade, o Na Mira do Crime contactou a directora do hospital pediátrico Pioneiro Zeca, Dra. Mariana Miguel, que recomendou que o caso fosse tratado com a Direcção Provincial de Saúde Pública da Huíla.
Ao contactar a Direcção Provincial de Saúde Pública, um funcionário informou-nos que o responsável encontrava-se em reunião e, mesmo que estivesse disponível, não poderia dar declarações sem aviso prévio.
Segundo o mesmo funcionário, as entrevistas devem ser agendadas com pelo menos uma semana de antecedência para que o responsável possa apresentar informações concretas à imprensa.
Enquanto isso, bebés estão a morrer todos os dias por desnutrição, e outros podem ficar com sequelas graves para toda a vida.







