Já tem outra? – Marido acusado de forçar a esposa a interromper gravidez de 05 meses com 20 mil Kwanzas
Anita Maura da Conceição, de 22 anos de idade, residente na rua do Cabrité, bairro Calemba 2, município de Talatona, diz ser vítima de constantes agressões físicas e outros maltratos por parte do marido, tendo resultado em sequelas graves, ao ponto de viver à base de medicamentos. O marido já tem outra mulher e quer que a actual esposa a interrompa a gravidez de 05 meses, porque não quer assumir a paternidade do segundo filho.
Por: Cambuta Vieira
Anita conta que conheceu o jovem Manuel Matias João Sebastião "Erinél", de 30 anos de idade, funcionário da empresa Ango Duty Free Shop, na época em que frequentava o ginásio do seu irmão.
Começaram um romance visto, na altura, como maravilhoso, até que tudo começou a ficar estranho com o aparecimento da primeira gravidez.
Passados 05 meses de gestação, o jovem recusa-se a ser o pai e pede a Anita para deixar de lhe telefonar, porque já tinha arranjado outra namorada.
Anita cuidou da gravidez sozinha, e 06 meses depois do nascimento da bebé, o casal decidiu reconciliar-se, pelo facto de o marido admitir que é o pai da recém -nascida.
Com 04 meses de vivência, o jovem começou a agredi-la de todas as formas. "Em 2023, ele espancou-me e fui parar no hospital, o meu corpo estava cheio de sequelas graves, na época, vivíamos no Benfica", disse, referindo que, mesmo com isso, continuou no lar.
Com o aparecimento da segunda gravidez, em Novembro do ano passado, a situação no lar só agravou-se.
As agressões físicas, verbais e psicológicas passaram a ser o pão de cada dia. "Ele disse-me que já não me queria ver em sua casa e caso não saísse, ele iria matar-me, mas preferi não sair."
“Às 21 horas, ele regressou todo bêbado e começou agredir-me e eu, com 02 meses de gravidez, foi me pontapeando na bexiga e na coluna, pelo tive de fugir para casa da vizinha”.
Mesmo assim, conta, ele foi atrás de mim e agrediu-me na frente do casal, proferindo ameaças de morte e que ele iria me cumprir", relata.
No passado dia 05 de Fevereiro, Manuel Sebastião, fez chegar 20 mil kwanzas à esposa para que esta possa interromper a gravidez.
A equipa deste jornal abordou o acusado, Manuel Sebastião, no passado dia 07 deste mês, mas ele alegou indisponibilidade para falar.
Na manhã do dia 19, por telemóvel, o acusado disse que as acusações contra si sobre as agressões físicas não correspondem com a verdade.
"Nós estamos bem, brigamos como qualquer casal, mas eu tenho dado mesada", reagiu.
De lembrar que o casal tem apenas uma filha de 2 anos, e uma gravidez de 05 meses, a tal que o marido insiste supostamente em interromper.







