Para fazer “boa muxima” no governador: Sepúlveda inunda bairro Boa Esperança em Viana para ‘esconder’ inundação do centro de acolhimento Luther Rescova
Os moradores do bairro Bita Vacaria/Boa Esperança, no Distrito Urbano do Kikuxi, Município de Viana, estão agastados com o administrador municipal, Demétrio de Sepúlveda, por ter aberto “as comportas” do centro de acolhimento Sérgio Luther Rescova, inundado dias antes com as águas das chuvas, e ter provocado uma inundação nas zonas adjacentes ao centro, tudo porque ia receber a visita do governador provincial de Luanda, Luís Nunes.
Por: Belchior Resende
Agastados com a situação, os moradores explicaram que começaram a notar a presença de forma policial na zona, na noite de quinta-feira, 20. “Por volta das 22 horas, ligaram uma electrobomba no centro de acolhimento, abriram parte do muro, e escoaram toda água para o bairro, causando inundação em muitas residências e deixando ruas intransitáveis”, denunciou um morador, visivelmente agastado.
Teresa Afonso, outra moradora, lamenta o facto do administrador esconder do governador as reais dificuldades do bairro, e diz que o edil de Viana, acabou por perder uma oportunidade para ver algumas dificuldades do bairro ultrapassadas.
“Sinceramente não entendo como esta gente trabalha, colocaram um monte de polícias nas ruas, para impedir que a população tivesse contacto directo com o governador, mesmo se a intenção não era visitar o bairro, mas é importante que haja este contacto entre governador e os seus governados, porque se assim não for estes nem servem para administrar as suas próprias casas”, desabafou.
Carlos Domingos, outro morador, acusa o administrador de ser insensível, uma vez que, sabendo que Luanda está acometida pela cólera, ainda toma iniciativa de inundar um bairro sem pensar nas consequências.
“Fomos nós vizinhos que terraplanamos as ruas para não termos que depender da administração que nada faz por nós, de repente o administrador acha que deve ligar uma electrobomba e escoar um monte de água para as ruas, danificando a passagem das pessoas e das viaturas, e vai se embora como se nada tivesse acontecido”, lamentaram.







