Sobrevive através de restos apanhados no lixo - Cidadã de 30 anos de idade padece de doença estranha depois do parto e pede ajuda à sociedade
Edna Anamoço, cidadã de 30 anos de idade, conhecida também como Mãezinha, reside no bairro Rocha Pinto, Beco da Converse, e padece de uma doença desconhecida desde 2022, adquirida quando deu à luz sozinha da sua quarta filha. Ela queixa-se de dores fortes de coluna, perda de audição e de visão e apresenta sinais de paralisia no pé direito.
Por: Solange Figueira
Mãezinha conta que foi abandonada pela Família e actualmente vive com o marido que só se importa com ele próprio; trabalha, mas não compra nada para casa.
Para se alimentar depende da ajuda dos vizinhos ou do lixo. "O meu pedido vai para a Ministra da Saúde, porque agora estou a perder a visão também, vivo mal, quem cuida de mim, são os meus 04 filhos, que são menores de idade", suplicou, informando que fez várias consultas no Hospital Maria Pia e Hospital Militar, e os médicos só dizem que é problema de coluna.
"Há 02 anos, para comer o seu filho mais velho tem de bater as portas dos vizinhos para pedir esmolas, quando ninguém nos dá nada, peço a eles para procurarem comida no lixo", disse, relatando que fez o parto da sua última filha sozinha, sem ajuda de ninguém.
"Por isso, estou nestas condições, não consigo andar, não ouço, estou a perder a visão, preciso de ter saúde urgente, quero voltar a trabalhar ou vender e sustentar meus filhos", clamou.
Segundo Maria Sapanda, vizinha, a Mãezinha depende dos filhos para tudo, principalmente do primeiro filho de 12 anos.
"Para falarmos com ela, falamos primeiro com o filho. Ou seja, ele fala e mãe lê os movimentos dos lábios para entender o que perguntamos. se formos nós a falar ela não entende nada", testemunhou.
A vizinha acrescentou que Mãezinha passa por muitas dificuldades. "Nós, vizinhas, ajudamos com tudo que podemos, mas, muitas vezes, também não temos como ajudar, o marido dela não quer saber dela, nem dos filhos, pedimos as pessoas que olhem para ela e a ajudem, o sofrimento dela é demasiado", frisou.







