“Crime bárbaro e de bastante complexidade” – Advogados confiantes no fim airoso do julgamento do “Caso Caleb”
Arrancou às 10 horas desta quinta-feira, no Tribunal Provincial de Luanda, Dona Ana Joaquina, a 2ª sessão de julgamento do “caso Caleb”, em que foi vítima de homicídio o jovem Nzinga da Silva Miguel, de 28 anos de idade, no pretérito dia 27 de Fevereiro do ano passado, perpectrado pela suposta namorada, Solange Paulina. Os advogados da família confiam nas instituições do Estado na garantia do desfecho airoso do julgamento, que terá a sua próxima sessão em Março.
Por: Cambuta Vieira
Após ser confundido com meliante, Nzinga foi barbaramente espancado por alguns elementos por identificar a mando da jovem Solange que gritava pelo bairro, tratando-o de gatuno, resultando no seu internamento. Mas, passados dois dias, Caleb, como era tratado, foi a óbito, no passado dia 29 de Fevereiro de 2024, no hospital Maria Pia.
A primeira audiência aconteceu no dia 18 de Fevereiro, onde foi possível ouvir algumas testemunhas e declarantes arrolados no processo.
A sala onde decorreu a segunda audiência, do dia 27 de Fevereiro, estava totalmente abarrotada com a comunidade cristã. Durante sete horas, foram ouvidas 3 declarantes e duas testemunhas.
Em conversa com o mandatário judicial da causa, este disse que no dia 27, em sede de reunião de provas, concluiu-se tratar-se de um crime bárbaro e de bastante complexidade. A próxima audiência está prevista para a primeira quinzena de Março, para reunir outros pressupostos probatórios. “Ficamos de reunir mais alguns serviços para mais provas”, calculou.
“Nós esperamos que o tribunal faça o seu devido trabalho na administração da justiça, repondo a legalidade, porque o Estado Angolano, na pessoa dos tribunais, são os únicos entes detentores da justiça; nenhuma pessoa particular pode fazê-lo”, destacou, referindo que na sessão de julgamento foram ouvidas matérias que deram maior sustentabilidade aos factos, e espera que se faça justiça, pois o Caleb era uma pessoa cristã e de bem.
Acrescentou que tão logo forem reunidos todos elementos probatórios “é lógico que através do Ministério Público, coadjuvado com a defesa, vão ser feitas as devidas pretensões que se impõem no processo, que será a indemnização”.
De recordar que Nzinga da Silva Miguel, à data dos factos, era membro da igreja ICABEL e músico gospel e deixou um filho de 2 anos e 6 meses.







