Polícia desmente deputado da UNITA – Mulher encontrada morta em Camabatela era epiléptica e afogou-se
Na sequência de assassinatos de mais de 20 mulheres camponesas que se verificaram na província do Cuanza Norte, tem havido uma grande agitação por parte dos actores políticos e a sociedade civil,em geral, com a polícia a tentar procurar esclarecer os casos. Nesta sexta-feira, 28, o deputado da UNITA, Francisco Fernandes Falua trouxe para as redes sociais, o relato de assassinato da 22.ª mulher camponesa, alegadamente quando se encontrava na sua lavra, sita na vila de Camabatela, município de Ambaca, facto desmentido pela polícia, que esclarece que a senhora em causa padecia de epilepsia e perturbação mental e morreu por afogamento.
Por: Cambundo Caholua
A polícia relata que, por volta das 15 horas e 30 minutos do dia 23 de Fevereiro do ano em curso, na vila de Camabatela, propriamente na área de lavras denominada Cana-Nguenji, foi removido o cadáver da cidadã nacional que em vida se chamou Albertina António Cabaianga, de 63 anos de idade, camponesa.
Segundo os familiares, a malograda padecia de epilepsia e perturbação mental. No dia 11 de Fevereiro, ela saiu de casa e não mais voltou. Como era habitual, ela ir à lavra e ficar lá por alguns dias e posteriormente regressar, os parentes julgavam que Albertina não tinha quebrado a rotina, mas os dias passavam e não sabiam nada sobre ela, tendo resolvido procura-la nas lavras onde frequentava. Contra todas as expectativas, encontraram-na morta por afogamento do Rio Camalongo, em estado avançado de decomposição.
Diz a polícia que o corpo foi encontrado na posição de cúbito ventral com a cabeça sobre a água. Por causa do estado do corpo, removeu-se de imediato para o cemitério municipal, onde a família procedeu ao funeral, precisamente na mesma data.
De lembrar que no passado dia 16 de Fevereiro, na altura com um registo de 16 mortes, todas nas lavras, e face ao terror, indignação e medo que se gerou, os Deputados do Grupo Parlamentar da UNITA e cidadãos em geral realizaram uma manifestação pacífica para exigir que as autoridades investiguem estes casos com celeridade e prioridade, de modo a que o Estado assegure aos cidadãos tutela efectiva e, em tempo útil, contra ameaças ou violações do direito à vida, à liberdade e à integridade física.







