Ante o silêncio tumular da psiquiatria no caso Zenilda: SIC trabalha no hospital para apurar responsabilidades
Continua a chocar a sociedade e a família em particular, a morte da adolescente Zenilda Francisco de Azevedo dos Santos, de 17 anos de idade, que se suicidou no passado dia 28 de Fevereiro, quando se jogou do teto do Hospital Psiquiátrico de Luanda, assunto este que a direcção daquela instituição pública ainda não veio a terreiro esclarecer, tendo apenas optado pelo silêncio, como se fosse apenas mais um caso banal.
Por: Cambundo Caholua
Dados em posse do Na Mira do Crime junto de um funcionário da Morgue Central de Luanda, dão a conhecer que tudo indica que houve negligência do corpo clínico que se encontrava em serviço, na altura em que adolescente supostamente atirou-se do teto, numa altura de 8 metros, conhecendo morte imediata.
A fonte informou que tão logo os responsáveis da saúde do Hospital Psiquiátrico de Luanda tomaram conhecimento da queda da rapariga, entraram em pânico, e não prestaram os primeiros socorros.
Como se não bastasse, diz a fonte, evacuaram a rapariga para o Hospital Josina Machel, sem nenhum registo histórico e identidade da paciente, mesmo as enfermeiras tendo o contacto telefónico da mãe, como se pretendessem ilibar-se de qualquer culpa.
Outrossim, é que a Morgue Central de Luanda não recebe casos vindos de um outro hospital sem que haja o registo, "a não ser que sejam casos de corpos recolhidos na rua pelo SIC ou INEMA", avançou.
De acordo com a mesma fonte, o Hospital Psiquiátrico de Luanda para transferir a malograda teve que alterar o seu nome e colocar um outro fictício, para ter acesso a morgue.
"Nesse dia trouxeram a menina ainda em vida, os colegas da psiquiatria assim que chegaram aqui não queriam se responsabilizar, primeiro do seu paciente e logo a seguir do corpo, e isto criou uma confusão", revelou um funcionário da morgue.
Até hoje, a direcção do hospital Psiquiátrico, bem como o Ministério da Saúde continuam em silêncio sem dar nenhum esclarecimento.
Este jornal contactou a ministra da saúde, Sílvia Lutukuta, durante a manhã de terça-feira (4) no sentido de ouvir a titular da pasta da saúde, mas, até então, antes do texto ir ao ar, o Na Mira do Crime não obteve nenhuma resposta.
A equipa de reportagem do Na Mira do Crime deslocou-se outra vez, nesta quarta-feira (5), ao Hospital Psiquiátrico de Luanda, no sentido de ouvir uma posição oficial sobre o caso.
Entretanto, no momento que a equipa de reportagem se fazia presente naquela instituição pública, a direcção do Hospital estava reunida com o Serviço de Investigação Criminal, bem como a Inspecção da Saúde.
Segundo o que este jornal apurou, junto de alguns funcionários da Psiquiatria, o que está a se tratar nesta reunião tem a ver com o suicídio da menina Zenilda, de 17 anos de idade, aventa-se a possibilidade de, nas próximas horas, aquela unidade hospitalar trazer um comunicado oficial e, posteriormente, abrir um inquérito para a equipa médica que trabalhou no dia que ocorreu o incidente.
O resultado da autópsia foi Trauma na Medula Cerebral, isto devido a queda que a rapariga sofreu.







