Empresários indianos da empresa "Fab Fer" estão a “escravizar” os nacionais no Polo Industrial de Viana
Mais de 50 funcionários das diferentes áreas da unidade fabril denominada 'Fab Ferd', comércio e indústria, de fabrico de utensílios metálicos do tipo chapas de zinco, pregos, dentre outros, localizada na zona do Polo industrial de Viana, denunciam estar a ser vítimas de escravidão e exploração por parte dos patrões estrangeiros de nacionalidade indiana.
Por: Kihunga Bessa
Em declarações exclusivas ao Na Mira do Crime os trabalhadores dizem que são obrigados a cumprir 12 horas de trabalho por dia (das 07 às 19 horas), sem direito a alimentação nem transporte. “Quem reclama é expulso”.
Marcelo Francisco, Catarina da Silva (nomes fictícios) com mais de quatro anos de trabalho, explicam que, além da carga horária a que são submetidos, outro problema é a questão dos ordenados que são pagos tarde.
"Já é pouco, 70 mil kwanzas, com descontos anárquicos e ainda recebemos no décimo dia após o mês terminar", protestaram.
Explicam que colocam a saúde em risco, porque é permitido apenas menos de 40 litros de água para mais de 50 funcionários para consumo diário, o que os deixa agastados e desidratados, uma vez que a temperatura no ambiente de trabalho é muito alta.
Na manhã desta segunda-feira, 10, os trabalhadores decidiram paralisar os trabalhos em forma de protestos, com agravante de estarem há dois meses sem receberem os seus salários.
Depois de ouvir os trabalhadores, a equipa de reportagem do Na Mira do Crime deslocou-se até a referida empresa no sentido de ouvir o contraditório, mas sem sucesso.







