"Caso 60 toneladas" - UNITA considera julgamento do Huambo "um teatro político"
Continuou, esta quarta-feira, 12, a sessão do julgamento dos cidadãos acusados de preparem actos terroristas durante visita de Joe Biden a Angola, bem como atacar instituições do Estado. Dois dias depois do arranque do julgamento, também esta quarta-feira, a UNITA veio a terreiro desafiar "quem quer que seja" a apresentar provas sobre o envolvimento do seu Presidente e o líder do seu Grupo Parlamentar na suposta tentativa de golpe de Estado.
Por: Lito Dias
Enquanto o Ministério Público (MP) pediu uma pena de até 15 anos de prisão para os réus pelos crimes de associação terrorista, posse de substâncias tóxicas, posse de explosivos e falsificação de documentos, os advogados de defesa pediram a delação premiada, ou seja, colaboração premiada, que é um acordo entre um investigado e as autoridades para que ele denuncie um crime. Neste caso, em troca, o delator recebe benefícios como redução de pena ou perdão judicial.
Em conferência de imprensa, nesta quarta-feira, o Secretário Geral da UNITA, Álvaro Chikwamanga Daniel, disse que o julgamento que decorre no Huambo é "uma devassa pública do bom nome" de Adalberto Costa Júnior e Liberty Chiyaka.
Para ele, o Presidente da UNITA e o seu líder parlamentar são pessoas que amam o país e trabalham arduamente para o seu bem-estar. "Por isso, merecem alguma dignidade no que se refere aos seus nomes", recomendou, considerando o que se passa no Huambo "um teatro político".
"Somos um partido clássico que se desarmou em 2002; demos provas de envolvimento e engajamento na consolidação da paz. E o nosso compromisso é consolidar a paz e o Estado Democrático de Direito, de modo que as alternâncias se façam através das urnas, pela vontade expressa pelo povo", sublinhou.







