Em Luanda - Empresa Chay Chay acusada de não apoiar sobrevivente de acidente que envolveu seu camião e que matou 04 pessoas da mesma família
A empresa de saneamento básico "Chay-Chay", localizada no bairro do Patriota ao Benfica, a 300 metros do supermercado Kibabo e Condomínio Império Residencial, está a ser acusada de não prestar qualquer apoio à cidadã Florinda Diogo Domingos, de 33 anos de idade, uma sobrevivente do trágico acidente que envolveu um camião Sino-truck e uma viatura de marca Hyundai, modelo i10, na noite do dia 03 do mês em curso, na zona do Papá Simão, município de Cacuaco, que culminou com a morte de quatro pessoas membros da mesma família.
Por: Kihunga Bessa
Segundo Marcelina Manuel dos Santos, mãe de uma das vítimas, o facto ocorreu por volta das 23 horas, quando o genro, Bartolomeu Fernandes, de 31 anos de idade, funcionário da capitania do Mussulo e a esposa Teresa Manuela Domingos, de 30 anos de idade, decidiram comemorar o aniversário de sua cunhada.
Depois do genro sair do serviço, e como era cedo, a sogra pediu-lhe que passasse em casa de outra irmã, onde ela estava para almoçar e, posto no local, informou a sogra que faria surpresa para sua esposa e para sobrinha, que era aniversariante. Pegou no telefone e ligou para um colega para preparar um barco porque iria com a família.
Avançou Marcelina que depois de conviverem, no Mussulo, por volta das 22, o genro terá ligado à sogra informando que estava bem e que já estavam em casa do seu cunhado "Jack", irmão mais velho da esposa, nas imediações do Papá Simão. "Como a casa do Jack fica próximo da residência deles, reforçou que deviam conviver", contou.
Acrescentou que, por volta das 23 horas, o casal mais outros três ocupantes, mas membros da mesma família, nomeadamente Daniel Floriberto, de 39 anos de idade, (sobrinho) Esmeralda Victória dos Santos, de 25 anos de idade, (aniversariante), e Florinda Diogo Domingos, de 33 anos de idade, meteram-se na viatura i10, no intuito de regressar à casa e postos na estrada, infelizmente, o inesperado aconteceu.
De acordo com a nossa entrevistada, do acidente duas pessoas morreram no local, o casal no caso, e outras três ainda foram socorridas para o hospital dos Cajueiros onde, horas depois, uma terá perdido a vida e, face a gravidade que os dois apresentavam, foram de imediato transferidos para o hospital do Prenda, onde, também, a outra terá sucumbido, ficando assim uma paciente em estado grave, até ao momento.
Os familiares informam que, durante o processo do óbito das quatros pessoas, a empresa apoiou com um valor de Akz 1.500.000.00 (um milhão e quinhentos mil kwanzas), para a realização dos funerais, mas com muita luta frenética.
"Só foi possível, graças à medicação da secção de trânsito no comando municipal de Cacuaco, na pessoa do Intendente Contreiras, porque eles não estavam nem aí e, com um pouco mais de esforço, acabaram por dar o tal dinheiro, no meio de muita arrogância ", explicaram.
Tomás Francisco, tio das vítimas, conta quase que não receberam apoio da empresa e nem mesmo os seus membros se fizeram ao local do óbito para, pelo menos, prestar a solidariedade à família enlutada, salientando ainda que quanto à situação da sobrevivente que se encontra sob cuidados médicos, no hospital do Prenda, a empresa também nunca sequer ligou para saber o seu estado, deixando tudo nas mãos da família que já arcou com tantos gastos.
"Digamos que a empresa não apoiou, porque aqueles valores não chagam para cobrir as despesas que tivemos nem a metade e, até, continua sem se pronunciar", acusaram.
O Na Mira do Crime contactou a direcção da referida empresa através do seu representante Edimilson do Espírito Santo, para aferir a veracidade das acusações, este informou que a empresa terá apoiado com mais de um milhão de kwanzas e que só não apareceu ao local do óbito, temendo a reacção das famílias, visto que muitos não têm o mesmo modo de entender as coisas.
Quanto à situação da sobrevivente, aquele responsável fez saber que a empresa dependia e continua a depender do contacto da família e está aberta para qualquer diálogo.
"Depois do óbito, esperarmos pelo relatório da família para sabermos como foi e o que teremos que fazer, mas, infelizmente, a própria família também não está a dizer nada, mas estamos abertos para o diálogo”, avocou.
Este jornal sabe ainda que o motorista do camião se encontra detido sobre alçada do Ministério Público, no comando municipal de Cacuaco sem qualquer processo aparente.







