Moradores do Baia insatisfeitos com abandono da obra de hospital orçada no PIIM há mais de 8 anos
Os moradores do Baia, na altura sob gestão do administrador municipal de Viana, e actualmente à província do Icolo e Bengo, estão descontentes pelo abandono, há mais de oito anos, sem qualquer justificação por parte de qualquer gestor público, das obras daquele que seria o hospital de referência da zona, com mais de 10 salas que serviram para internamento, urgência e outros serviços, inclusive uma morgue, orçadas no âmbito do Plano Integrado de Intervenção dos município (PIIM).
Por: Kihunga Bessa
Falando para nossa reportagem, os populares contam que as obras tiveram início em 2012, e tinha como prazo de execução de 12 meses, tendo as obras de construção do referido hospital se estendido até 2015, altura em ficaram totalmente paralisadas e abandonadas.
Segundo Marcolino de Almeida, um dos moradores, as referidas obras terão custado aos cofres do Estado mais de 40 milhões de kwanzas e a sua execução física encontra-se na ordem dos 70 por cento.
"Desde que as obras foram abandonadas já recebeu visitas de várias entidades governamentais, mas nunca dizem absolutamente nada", explicou visivelmente decepcionado.
Mariana da Conceição, outra munícipe do Baia, disse que a população precisa bastante que sejam concluídas as obras do referido hospital que terá a capacidade de albergar todos os serviços, e será uma mais valia para os moradores daquela zona que, "infelizmente dependem apenas de um posto de saúde público que abre às 8 e fecha às 17 horas".
Por este facto, acrescenta a cidadã, quando se deparam com um caso de doença, acima desse horário, "somos obrigados a sair do km 30 para o hospital do Capalanga, em Viana, por falta de um hospital local ou posto de saúde aberto naquele horário", denunciou.
No local, é visível o estado de abandono da obra cuja maquete já não existe e as paredes estão a ganhar cor verde devido a água das chuvas.
O NA MIRA DO CRIME, tomou conhecimento que na semana passada o primeiro Governador da história da província de Icolo e Bengo, Auzílio Jacob, visitou aquelas obras.
Contudo, para o espanto dos moradores, ouve-se à boca pequena, que as obras foram reprovadas. Todavia, não obstante a isso, a falta de um hospital naquela zona é um dos grandes problemas que os moradores se debatem, por este facto, solicitam a intervenção das autoridades no sentido de corrigir o suposto erro cometido na construção dessa obra abandonada com vista a que os munícipes possam beneficiar do bem que estava a ser erguido naquele local.







