No Cazenga: Posto de saúde Augusto Ngangula transformado em parque de estacionamento e depósito de lixo
Os utentes que procuram os serviços de saúde no Posto de Saúde Augusto Ngangula, comuna do Kima Kieza, município do Cazenga, apelam a delegação municipal, provincial e a ministra da Saúde, no sentido de colocar um termo as dificuldades vivenciadas todos os dias naquela unidade sanitária, principalmente o mau atendimento por parte dos profissionais, falta de medicamentos, associada a falta de saneamento básico no interior e arredor do hospital.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Quanto ao atendimento, os utentes explicaram a nossa reportagem que, para além de ser péssimo não se observa o cumprimento do horário, situação que "tende a piorar a cada dia, e torna-se preocupante".
Um dos pacientes que falou sob anonimato, avançou que a falta de fiscalização por parte das autoridades competentes, poderá estar na base da situação.
"Não se admite que para nos atenderem têm que, primeiro, retirar as motorizadas de dentro, já que eles transformaram o quintal em parque de estacionamento de motorizadas, e só depois somos atendidos, isto carece de fiscalização, porque as Kupapatas não podem ser mais importantes que às pessoas", reclamaram.
Acrescentou que, já sendo pequeno o recinto, e com as motorizadas no interior, são obrigadas a permanecerem fora, e só depois de retiradas começam com o atendimento.
"A pessoa vem a busca da saúde mas tem que suportar o cheiro de combustível das motorizadas, porque muitas delas são concertadas mesmo dentro do quintal, até certo ponto acabamos por suportar por não termos condições de recorrer a um privado", lamentou.
Outra preocupação está relacionada com a falta de medicamentos.
Utentes entrevistados pelo Na Mira do Crime, denunciaram que são obrigados a recorrer às farmácias privadas ou o mercado informal para adquirirem o medicamento prescrito na receita médica, porque a farmácia interna está vazia.
"As coisas aqui pioraram, agora dificilmente fazem entrega de medicamentos, e as análises laboratoriais temos que fazer do outro lado da rua, caso contrário, ficamos o dia todo a espera do resultado do laboratório do posto”, disseram, apontando esta demora como conluio da direcção do posto de saúde e dos laboratórios.
No local, a nossa reportagem tentou ouvir a direcção do centro, mas foi destratada e ameaçada pelo segurança privado da instituição, que nos impediu de ouvir o contraditório.
"Ninguém chamou jornalista aqui, a última vez que estiveste aqui, nos criaram problemas. Senão sair do quintal vai haver sangue e vais se arrepender", avisou o guarda.
Em acto contínuo, o segurança convidou proprietários de motorizadas no local, a agredir o jornalista, caso se recusasse a abandonar o local.
"Se o mais velho não sair vamos te tratar a saúde...se eles trabalham mal ou não, não é da tua conta, não se mete na vida do segurança, vai embora para não se arrepender para toda a vida e pode ir se queixar onde quiser", atiraram.







