SIC e sociedade civil debatem “Masculinidade Positiva como Ferramenta para a Igualdade de Género e Combate à Violência Contra a Mulher”
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), promoveu, na quarta-feira, 19, uma mesa redonda dirigida aos efectivos do órgão, onde reuniu líderes religiosos, docentes universitários, Juristas e académicos, e debateram sobre o tema "A Masculinidade Positiva como Ferramenta para a Igualdade de Género e Combate à Violência Contra a Mulher", tendo enfatizado a necessidade de uma mudança profunda no comportamento da sociedade como estratégia essencial para a erradicação da violência contra a mulher.
Por: Carla Nayara
O certame teve lugar no anfiteatro do SIC, em Cacuaco, e visou saudar o Dia do Pai.
Durante a conversa, os intervenientes debateram sobre como os homens podem desempenhar um papel fundamental na promoção da equidade de género e na erradicação da violência contra a mulher.
Na sua abordagem, José de Atanásio Alfredo, Director do Gabinete Jurídico do SIC, referiu que Angola ratificou vários tratados internacionais e regionais, possuindo leis nacionais que garantem direitos fundamentais às mulheres.
"A legislação angolana sobre igualdade de género tem avançado nos últimos anos para promover a equidade entre homens e mulheres, e combater a discriminação e a violência de género".
Na qualidade de jurista, José de Atanásio Alfredo entende que o fortalecimento de campanhas de consciencialização e a ampliação do acesso das mulheres à justiça são passos fundamentais para consolidar a igualdade de género no país.
Por sua vez, o Consultor Social e de Salvaguardas Sociais, Octávio Joaquim, destacou que a masculinidade, quando bem ensinada e praticada, tem um impacto profundo nas relações sociais e na construção da identidade dos homens, sendo que, a masculinidade tóxica reforça comportamentos prejudiciais, e a masculinidade positiva promove atitudes saudáveis e igualitárias.
"A mudança começa com a educação e o exemplo, homens e meninos podem ser incentivados a praticar a masculinidade positiva desde cedo, criando um ambiente mais saudável e justo para todos" realçou.
O Psicólogo Gabriel Elias, olhou para o papel do homem na família e os desafios de conciliar vida profissional e pessoal.
Disse que é necessário definir prioridades, equilibrar carreira, e que a família exige organização e reconhecimento, “sendo que o tempo com a família é tão importante quanto o trabalho, no entanto, conciliar a vida profissional e pessoal ainda é um grande desafio, e deve se aproveitar o tempo com qualidade”.
"Pequenos momentos diários, como ajudar nos deveres escolares ou participar de refeições em família, fazem a diferença, pois quando participa activamente na vida familiar, todos ganham, os filhos crescem mais felizes, os relacionamentos se fortalecem e a sociedade avança para um modelo mais justo e igualitário". Frisou.
O Secretário geral das igrejas, reverendo Valdemiro Agostinho, defendeu que a busca pela igualdade de género não é apenas uma luta das mulheres, mas um compromisso que exige a participação activa de toda a sociedade, incluindo homens e rapazes, ou seja, ao se tornarem aliados e agentes de mudança, ajudam a desconstruir estereótipos prejudiciais e a construir uma sociedade mais justa e equitativa.







