Menor de 05 anos de idade com fístula vaginal precisa de apoios para ser tratada na Alemanha
Daiana dias Jordão, menina de 5 anos de idade, residente na província de Icolo Bengo município de Sequele, rua 03, bloco 11, carece de uma operação cirúrgica urgente, depois de lhe terem diagnosticado problemas de fístula vaginal.
Por: Cambuta Vieira
Maria Branco, mãe da menor, fez saber que teve um parto normal na maternidade Lucrécia Paim, no pretérito dia 22 de Abril de 2020. No segundo dia de vida da menor, começou a ter bastante diarreia que não era normal, porque, às vezes, defecava quatro a cinco vezes por dia.
"Depois de uma semana, eu fui até à clínica que está dentro do hospital Pediátrico David Bernardino e expliquei à doutora esta disse que eram cólicas. "Ela foi fazendo a medicação, mas o problema não passava. Trocava de medicação, mas sem êxito", afirmou.
Aos 08 meses de vida, passou a ter vômitos 07 vezes ao dia. Tudo o que comia saía. "Já com um ano e dois meses, decidi tirar as fraldas para fazer o uso de cuecas. Foi então que percebi que fazia necessidades maiores e menores pela vagina. Às 05 horas do dia seguinte, fomos até à clínica privada que está dentro do Hospital Pediátrico, David Bernadino, onde internamos, mas sem ser consultada por um especialista", revela, salientando que tiveram alta sem que a menina fosse submetida a um exame.
Com um ano e dois meses de vida, a progenitora notou que a filha tinha tecidos fora do anus, o que a obrigou ir ao hospital Anzacot de Menezes. Quatro dias depois, apesar do tratamento, a situação se agravou, tendo regressado para a referida unidade hospitalar, e internaram por mais um mês.
O primeiro diagnóstico era hemorróidas, pelo que receitaram o uso de uma pomada, sem no entanto produzir efeito positivo. "Apenas fez exame de fezes, sangue, e tuberculose em função do emagrecimento acentuado", disse.
O quadro manteve-se inalterado e no dia 15 de Janeiro de 2023, decidiu viajar para a Namíbia, e os médicos detectaram uma fístula vaginal.
Depois de duas semanas, a diarreia e os vômitos passaram. No dia 08 de Março de 2024, fez-se a primeira colostomia no lado direito, durante 6 meses fazia necessidades num saco. Depois, começou a abrir fístula em todas as partes debaixo do corpo, o que fez com que fosse operada uma vez mais, e o médico fez primeiro uma endoscopia. Maria disse que em todas intervenções cirúrgicas houve erros médicos, porque não havia melhorias.
Depois de 10 dias da última cirurgia, voltou ao bloco operatório para fazer exame vaginal. Nas cinco operações que ela sofreu, o médico sempre cozeu a vagina, tendo tocado na fístula mãe, provocando fístulas em quase toda parte do corpo.
"Por dia, usa mais de 7 fraldas descartáveis, 03 pacotes não são suficientes, quando não temos possibilidades, ela usa pensos", contou Maria que, aos prantos, pede ajuda da sociedade.
Em Dezembro de 2024, foi até ao Lubango ter com o Dr Glom, que fez todas as análises e detectou que a menina precisa de transplantes do intestino e do anus, para minimizar o problema, tendo os pais a viajar para Alemanha.
"Neste momento, nós precisamos de apoio da sociedade, das ONG, da ministrada saúde, da primeira-dama e toda e qualquer individualidade que se compadeça com a causa, para podermos viajar", rogou.







