Esposa do efectivo do DIIP “executado” por efectivos do SIC no Cazenga diz-se abandalhada pelo Comando Geral
No dia 29 de Novembro de 2024, os munícipes do Cazenga surpreendidos com a morte do 1º Subchefe da Direcção de Investigação e Ilícitos Penais (DIIP), da Polícia Nacional, João Inácio Vaz Contreiras, de 42 anos de idade, assassinado com 14 tiros por cinco efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), e três da Brigada de Informações Policiais (BINFOP), quando este saía da casa da sua mãe, em visita familiar, por volta das 23 horas do dia 23.
Por: Cambundo Caholua
No entanto, a esposa do malogrado em entrevista exclusiva ao Na Mira do Crime, revelou que, passados 04 meses desde que ocorreu o crime bárbaro, sente-se abandonada e sem qualquer apoio do Comando Geral da Polícia Nacional, propriamente da DIIP, onde aquele efectivo exerceu as suas actividades com honra e patriotismo.
Por outro lado, diz a esposa, deu entrada dos documentos em Dezembro do ano passado, na Direcção Nacional de Ilícitos Penais com objectivo de reaver a pensão de sangue e outros direitos que, agora, cabe à família, cujo a resposta tarda em surgir.
“Estamos com dificuldades financeiras, tenho dois filhos de 12 e 04 anos de idade, depois de perdermos o chefe de família, o DIIP nos abandonou, tive que abandonar a residência onde vivia com o meu marido, e agora estamos a viver em casa da minha mãe, uma senhora já de idade, e reformada”, explicou a jovem, pedindo anonimato temendo represália.
De acordo com a nossa entrevistada, o filho, de 12 anos de idade, pode a qualquer momento abandonar o colégio por falta de pagamento de propinas, “a dívida vai se agravando e isto está a me deixar agastada, porque não tenho nenhuma fonte de renda para suprir as necessidades”, deplorou.
De acordo com a viúva, a situação tornou-se ainda mais difícil, desde o momento que a conta salário do marido foi bloqueada, ou seja, a família do malogrado há muito que não vê a cor do dinheiro, que nesta fase ajudaria para muita coisa.
"Apelo ao ministro do Interior, Manuel Homem, ao Comandante Geral da Polícia Nacional, Comissário-Geral, Francisco Monteiro Ribas da Silva, assim também como o Director Nacional da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais, Comissário José Carlos Cunha da Piedade, que por sinal trabalhou directamente com o meu marido, que nos ajudem, porque estamos a sofrer”, pediu a viúva.
O Na Mira do Crime contactou o Director de Comunicação Institucional e Imprensa da Direcção Nacional de Investigação de Ilícitos Penais, Intendente Quintino Ferreira para mais esclarecimentos, e este prometeu pronunciar-se sobre o assunto nos próximos dias.
Recorde-se que os efectivos do SIC seguem presos na Prisão do Tombo, numa decisão da Polícia Judiciária Militar, por uso de meios (armas) não orgânicas, enquanto o processo sobre o homicídio do polícia, tramita nos órgãos de justiça.







